Mato Grosso

Homem é preso e dois menores apreendidos após roubo na BR-163, em Várzea Grande

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Da Redação

A Polícia Militar (PM) prendeu na noite desta quinta-feira (24) um homem identificado como João Vitor Ferreira de Arruda, 19 anos, e apreendeu dois adolescentes, um de 16 e outro de 17 anos, acusados de porte ilegal de arma de fogo e roubo às margens da BR-163, em Várzea Grande.

De acordo com as informações, a PM foi acionada após denúncias informando que três suspeitos haviam acabado de roubar um caminhoneiro próximo a um restaurante. Segundo a vítima, no momento em que a mesma desceu de seu caminhão, três suspeitos armados o abordaram e após ameaças exigiram que o caminhoneiro entregasse seus pertences.

Ainda de acordo com a vítima, os criminosos levaram sua carteira com R$ 700, um cheque de R$ 2 mil e todos os documentos pessoais, além disso, ainda levaram da vítima um celular.

Policiais começaram a fazer diligências pela região, onde localizaram os três suspeitos, durante a revista pessoal, foram encontrados em posse de um dos suspeitos uma arma artesanal que supostamente havia sido utilizada no roubo, além de R$ 250 em dinheiro.

De acordo com o boletim de ocorrência, um dos suspeitos informou a polícia que o restante dos pertences roubados da vítima estava em uma região de mata, por conta do local ser de difícil acesso, os policiais não conseguiram localizar o restante do material.

Os três foram encaminhados para a Central de Flagrantes, onde foi lavrado o Boletim de Ocorrência e posteriormente foram apresentados a Polícia Judiciária Civil (PJC) que tomou as medidas cabíveis.

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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