Mato Grosso

Homem é espancado por agiotas em MT

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

Um homem de 59 anos foi vítima de um sequestro, nesta terça-feira (30), em Sorriso. Ele estava com sua esposa no centro da cidade, quando três bandidos armados abordaram o casal e o levaram em um carro preto.

De acordo com o boletim de ocorrência, a esposa da vítima acionou a Polícia Militar logo após o sequestro. Ela relatou aos policiais que estava com seu marido, quando foram abordados por homens em um veículo preto. Três homens armados desceram do carro e estavam bastante agressivos. Eles colocaram o homem dentro do veículo e saíram.

Com essa informação, os policiais informaram outras viaturas, unidades e até mesmo pedágios da região para ficarem alertas com um carro preto.

Aproximadamente 30 minutos depois, a mulher entrou em contato novamente com a polícia, informando que os sequestradores teriam deixado seu marido em sua casa. No local, o homem relatou aos policiais que foi levado por agiotas, e que poderia identificar os sequestradores e também os mandantes.

Ele afirmou que foi levado por conta de uma dívida com o dono de uma empresa da cidade. O homem contou que não sabia dizer para onde foi levado, pois estava sob ameaça de morte a todo instante.

A vítima relatou aos policiais que quando chegou em um determinado local, foi agredido tanto fisicamente como psicologicamente, para que pagasse a dívida. Ele estava com machucados no rosto, e disse que foram causados pelos sequestradores.

O caso foi registrado na delegacia da cidade como tortura mediante sequestro e será investigado pela Polícia Civil.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

Publicados

em


Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

Fonte: Ministério Público MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA