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Homem com extensa ficha criminal é preso após Polícia Civil descobrir ‘esconderijo’ em VG

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Da Redação

A Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol) da Polícia Civil prendeu na ultima quarta-feira (31.03), um integrante da cúpula de uma organização criminosa, que responde na Justiça estadual a diversos crimes, entre eles, tráfico de drogas na região metropolitana, sequestro e venda clandestina de armas. Policiais do Núcleo de Buscas e Capturas da Polinter localizaram o homem de 43 anos no bairro Jardim Glória I, em Várzea Grande.

Ele teve o mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, decretado em caráter definitivo em processo em que responde pela Justiça estadual, com condenação a mais de 15 anos de prisão.

O capturado tem uma extensa ficha criminal, considerado de alta periculosidade e já foi investigado em operações realizadas para repressão ao tráfico de entorpecentes e combate ao crime organizado deflagradas em anos anteriores pelas Polícias Civil e Federal.

Em 2018, ele foi preso na Operação “Domínio”, deflagrada pela Polícia Civil, Polícia Federal com participação da Polícia Militar. Foi investigado por controlar os principais pontos de vendas de entorpecentes em Cuiabá e Várzea Grande e atuava também na venda clandestina e negociação de armas que eram usadas por criminosos. A operação revelou ainda que ele seria o principal responsável por arregimentar novos integrantes, comumente designados como soldados do tráfico, que agiam fora dos presídios a mando da facção criminosa.

Ele responde a processos pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas, promover e integrar organização criminosa, porte ilegal de arma, desacato, violação de domicílio, motim de presos e sequestro.

No ano passado, o criminoso foi colocado em regime semiaberto, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, contudo, descumpriu por reiteradas vezes as determinações judiciais.

Após a prisão nesta quarta-feira, ele foi levado à sede da Polinter para formalização do mandado judicial. Em seguida, foi encaminhado à audiência de custódia, submetido a exame de corpo de delito e posteriormente enviado a uma unidade prisional, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.

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Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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