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Governo de MT dá ordem de serviço e retoma obra parada desde 2013

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O governador Mauro Mendes assina nesta terça-feira (01.12), às 8h30, o contrato junto ao Consórcio Jota Ele–MBM e a respectiva ordem de início de serviço para a retomada das obras do novo Hospital Universitário Júlio Müller, que estavam paralisadas desde 2013.

A assinatura será realizada no local onde será edificado o hospital, no KM 16 da MT-040, entre Cuiabá e Santo Antônio de Leverger.

Também participam do evento os representantes do Consórcio Jota Ele–MBM, o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, o reitor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Evandro Soares, entre outras autoridades.

Serão investidos R$ 207,485 milhões na retomada e conclusão do hospital, que era mais uma obra prevista para ser entregue na Copa do Mundo de 2014 e que está sendo retomada pela atual gestão do Governo de Mato Grosso, sendo considerada uma das principais ações do programa Mais MT, no eixo da Saúde. O prazo previsto para a construção do hospital é de 24 meses.

O investimento a ser realizado é R$ 8,788 milhões menor em relação ao que estava estimado, no valor de R$ 216,273 milhões, no início da licitação feita pela Sinfra. A economia se dá em razão do instrumento de “orçamento sigiloso” aplicado no processo licitatório, no qual o valor de referência à retomada da obra, atribuído pelo Governo do Estado, somente foi revelado ao final do certame.

Com a assinatura do contrato e a emissão de ordem de serviço, o Consórcio Jota Ele–MBM será o responsável pela elaboração do projeto executivo e também pela execução da obra, que teve início em 2012 e até o presente momento tem apenas 9% de seu andamento concluído. Para a retomada da obra, R$ 96 milhões de recursos federais, por meio do Ministério da Educação (MEC), já estão assegurados.

O hospital terá 58,5 mil metros quadrados somente de área construída e está localizado em um terreno de 147 hectares. O anteprojeto, que foi elaborado pela UFMT, mantém a concepção de hospital-escola e prevê a construção de oito blocos para atender as áreas assistenciais, de internação, nutrição, administrativa, entre outras.  

Ao todo o hospital contará com 228 leitos de internação, 68 leitos de repouso e 63 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), sendo 25 para adultos, 18 voltados a atender crianças (pediátrico) e 20 para recém-nascidos (neonatal).  Além disso, a unidade de saúde contará ainda com 12 centros cirúrgicos, 85 consultórios, 45 salas de exame, 21 salas para banco de sangue e triagem e outras 53 salas administrativas.

Histórico

As obras do novo Hospital Universitário Júlio Müller começaram após o Governo do Estado firmar convênio com a UFMT e eram executadas pelo consórcio Normandia – Phoenix- Edeme, formado pelas empresas Normandia Engenharia Ltda., Construtora e Incorporadora Phoenix Ltda. e Edeme Construções Civis e Planejamento Ltda.

Em 2013, os serviços foram paralisados e, posteriormente, o contrato foi rescindido pelo não cumprimento do cronograma. A conclusão da obra estava prevista para 2014. Ao todo, o investimento previsto era de R$ 116,5 milhões, sendo que metade dos recursos eram estaduais e metade federais.

Foto: Marcos Vergueiro/Secom-MT

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Júri do caso Zampieri encerra segundo dia com interrogatórios

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O segundo dia de julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi encerrado na noite desta quarta-feira (30), após cerca de dez horas de sessão no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Os trabalhos foram marcados pelos interrogatórios dos réus e pela análise de pedidos apresentados pela defesa.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do MPMT. A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.Durante o interrogatório, Antônio Gomes da Silva confirmou ter recebido uma fotografia de Roberto Zampieri quando ainda estava em Belo Horizonte (MG). Em outro momento, questionado sobre o sentimento após o homicídio, respondeu que foi o de “missão cumprida”.Antônio ainda evitou, em depoimento, comentar sobre eventual participação do Coronel Caçadini e confirmou o envolvimento de Hedilerson.O segundo interrogatório foi o de Hedilerson Fialho Martins Barbosa, que negou participação no homicídio, apesar de reconhecer que a arma utilizada por Antônio era sua. Já o terceiro a ser interrogado foi Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas – coronel Caçadini. Ele confirmou que conheceu Antônio Gomes da Silva em setembro de 2023, quando o contratou para realizar uma reforma em seu escritório.Caçadini ainda relatou manter relação próxima com o empresário Aníbal Manoel Laurindo, apontado nas investigações como um dos mandantes do crime. Conforme afirmou, os dois mantinham conversas frequentes.A defesa de Antônio Gomes da Silva requereu a suspensão do julgamento, com o desmembramento do processo em relação ao acusado e sua submissão a incidente de insanidade mental. Alternativamente, pediu que os jurados fossem chamados a deliberar, em quesitos específicos, sobre eventual inimputabilidade ou semi-imputabilidade do réu. Os promotores de Justiça manifestaram-se contra os pedidos, que foram indeferidos pelo José Mauro Nagib Jorge.O julgamento será retomado na quinta-feira (1º), quando terão início os debates entre acusação e defesa perante o Conselho de Sentença, etapa que antecede a deliberação dos jurados e a definição do veredicto.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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