Mato Grosso
Governo de Mato Grosso esclarece: não houve compra de ovos de Páscoa
Mato Grosso
Da Redação
O Governo de Mato Grosso vem a público esclarecer que não é verdadeira a informação divulgada pelo deputado estadual Ulysses Moraes, sobre o suposto gasto de R$ 2 milhões com ovos de Páscoa:
1 – Não foi efetivada nenhuma compra de ovos de Páscoa no âmbito do Governo do Estado. No início do ano, quando os casos de covid estavam sob controle, foi feita uma cotação para a compra dos ovos e de outros itens, que seriam destinados a milhares de crianças carentes e atendidas por instituições públicas. Porém, com o agravamento da pandemia e aumento do número de mortes e taxa de ocupação de UTIs, o Governo do Estado decidiu não efetivar a aquisição;
2. Com uma simples checagem junto a secretaria, o deputado poderia ter obtido esses dados e repassado para a sociedade a informação correta, de que não houve a compra do referido produto;
3 – O Estado esclarece também que já possui R$ 100 milhões em caixa reservados para a aquisição de vacinas e está em processo de negociação com vários laboratórios, porém é público e notório que as empresas fabricantes têm priorizado a negociação com governos federais.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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