Mato Grosso
Governo destina novas viaturas ao Corpo de Bombeiros
Mato Grosso
Foram entregues quatro viaturas, sendo uma Auto Rápida modelo Duster e três Unidades de Resgate modelo Master, que reforçarão a frota do serviço operacional
O Governo do Estado entregou, por meio da Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT), em solenidade realizada na manhã desta segunda-feira (03.05), 4 novas viaturas que reforçarão a frota do serviço operacional do 1° Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar (1°BBM). O lote inclui uma viatura Auto Rápida modelo Duster e 3 Unidades de Resgate modelo Master.
As viaturas poderão ser utilizadas em ocorrências de salvamento e serviços pré-hospitalares, dando melhores condições de trabalho aos servidores além de melhorar o atendimento à sociedade durante os chamados de urgências e emergências.
A cerimônia de entrega foi realizada apenas para autoridades, respeitando protocolos de biossegurança contra a Covid-19.
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Alessandro Borges, destacou que as novas viaturas vão proporcionar um melhor atendimento às vítimas socorridas pelos militares do CBM-MT, além de gerar mais economia com manutenção.
“Os maiores beneficiados dessa atualização da frota é a população Mato-grossense que receberá um atendimento com mais qualidade. Além disso, essas novas viaturas demandam menos manutenção e consequentemente menos custos ao Estado. As viaturas poderão ser utilizadas imediatamente em ocorrências e salvamento de atendimentos pré-hospitalares”.
Além disso, o comandante-geral adjunto, Coronel BM Ricardo Antônio Bezerra Costa, afirmou “que o Governo está investindo e trabalhando garantir uma boa estrutura para os atendimentos de resgate a sociedade mato-grossense”.
A solenidade contou com a presença do secretário de estadual de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, o secretário adjunto Carlos George de Carvalho Davim, comandante-geral do CBMMT, Coronel BM Alessandro Borges Ferreira, o comandante-geral adjunto, Coronel BM Ricardo Antônio Bezerra Costa e demais coronéis da corporação.
Mato Grosso
PM acusado de matar esposa em Cuiabá vai a júri popular
A Justiça de Mato Grosso decidiu levar a julgamento pelo Tribunal do Júri o policial militar Ricker Maximiano de Moraes, acusado de matar a esposa, G.D.S., em maio de 2025, em Cuiabá. Na sentença de pronúncia, o Juízo da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher considerou haver provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para que o réu seja submetido ao julgamento pelos jurados. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 15ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá – Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, sob responsabilidade da promotora de Justiça Claire Vogel Dutra. O MPMT imputou ao acusado a prática do crime de feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, com causas de aumento de pena e circunstância qualificadora que dificultou a defesa da vítima. De acordo com a denúncia, no dia 25 de maio de 2025, por volta das 16h40, o acusado efetuou disparos de arma de fogo contra a esposa dentro da residência do casal, localizada no Bairro Praeiro, em Cuiabá. A vítima morreu em decorrência dos ferimentos causados pelos tiros. Conforme a acusação, o crime foi cometido na presença dos filhos do casal, então com três e cinco anos de idade.Na decisão, destacou-se que a materialidade do crime está comprovada por laudos periciais, entre eles o exame de necropsia, que apontou que a vítima morreu em decorrência de choque hemorrágico provocado por disparos de arma de fogo que atingiram órgãos vitais. O laudo de confronto balístico também confirmou que os projéteis encontrados foram disparados pela pistola funcional acautelada ao acusado. Durante a instrução processual, testemunhas relataram que o acusado deixou o local após os disparos levando os filhos para a casa dos avós paternos. Em juízo, o próprio réu admitiu ter efetuado os disparos contra a esposa, alegando que passava por forte perturbação emocional e problemas psiquiátricos. A defesa buscou a absolvição sumária sob o argumento de inimputabilidade por doença mental. No entanto, um laudo psiquiátrico concluiu que o acusado apresentava Transtorno Psicótico Não Especificado (CID-10 F29) e possuía capacidade de entendimento parcialmente preservada, sendo enquadrado na condição de semi-imputável. Diante disso, a Justiça afastou o pedido de absolvição sumária, entendendo que a questão deverá ser apreciada pelo Tribunal do Júri.Ao pronunciar o réu, a Justiça manteve todas as circunstâncias descritas na denúncia do Ministério Público, incluindo o feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, a condição de a vítima ser mãe de crianças, a suposta prática do crime na presença dos descendentes e o emprego de recurso que teria dificultado ou impossibilitado a defesa da vítima. Também foi mantida a prisão preventiva do acusado, que está preso desde a conversão do flagrante em prisão preventiva, ocorrida logo após o crime. Com a pronúncia, o processo seguirá para a fase de preparação do julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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