Mato Grosso

Governador alerta população para redobrar cuidados preventivos com a Covid-19

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Mato Grosso

Da Redação

O governador Mauro Mendes (DEM) alertou ontem (10) a população do Estado para que redobre os cuidados em relação à Covid-19, doença que, no seu entendimento, encontra-se em âmbito incontrolável, o que exige a adoção e prática sistemática de todas as regras preventivas. “Mesmo quem já tomou a primeira dose de vacina deve manter-se em alerta constante, usando máscaras, álcool gel, mantendo o distanciamento social e todo o elenco de critérios adotados de higienização, a fim  de evitar a propagação do vírus. Estamos diante de um inimigo poderoso”, afirmou Mendes.

Mauro Mendes destacou que as Unidades de Terapia Intensiva de Mato Grosso atingiram o seu limite máximo, o que é elemento preocupante nessa fase crítica da pandemia. “Há evidente colapso do sistema de Saúde Pública nesse sentido, com as UTI(s) lotadas 100%. O que fazer, então? – é a pergunta geral. Cuidados! Temos que redobrar os cuidados, é a resposta mais sensata, no caso”.

Conforme o titular do governo estadual, a primeira dose de vacina contra covid-19 não é fator imunizador contra a doença, pois é a partir da segunda dose que o processo de “blindagem” no corpo tem início. “Digo isso porque algumas pessoas têm vindo a óbito mesmo após tomar a primeira dose, a exemplo do médico boliviano Juan José Gusman, que faleceu na última terça-feira, 10, em Ribeirão Cascalheira-MT” (779 km de Cuiabá). Ele já se vacinara, aguardando a segunda dose. Mas o vírus se adiantou à imunidade da vacina contra Covid-19″.

Idêntico procedimento preventivo deve ser adotado pelos jovens, não apenas por adultos e da terceira idade, observou o governador. “Na atual situação de pandemia, muitos jovens já perderam a vida, inclusive após receber a primeira dose. Não houve tempo hábil para o organismo ter uma resposta imunológica. Segundo o Instituto Butantan, responsável pelas vacinas no Brasil, essa resposta pode acontecer não antes de 15 ou até 40 dias após a segunda dose. Posteriormente, os cuidados de vacinação devem ser mantidos”.

Mauro Mendes ainda assinalou que, em decorrência de fatores aliados ao descuido, o contágio pelo vírus assumiu proporções céleres, disseminando a doença entre jovens e até em crianças, incluindo bebês. “Até 2020, tínhamos uma letalidade baixa na faixa de 21 a 40 anos de idade, com fatalidade de contágio para idosos. As novas cepas do vírus desmontaram isso, e convém que os jovens não relaxem os cuidados. A batalha contra a Covid-19 está em curso e sem data para acabar”.

Atualmente, a faixa de infectados nessa faixa etária (21/40 anos) em Mato Grosso é de 33%, representando um cenário de 11% de óbitos. Já os idosos, acima de 61 anos, registram 60% dos casos fatais.

 

 

 

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Mato Grosso

Evento debate segurança jurídica na era da inteligência artificial

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, na manhã desta quarta-feira (21), o webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial”, reunindo especialistas para discutir os desafios, riscos e oportunidades trazidos pelas novas tecnologias para as instituições públicas e para a garantia dos direitos fundamentais. O evento foi transmitido de forma virtual e contou com a participação de membros, servidores, estagiários, residentes, colaboradores do Ministério Público e público externo. Na abertura, o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira destacou a importância de promover o debate sobre inteligência artificial sob a perspectiva dos direitos humanos e do acesso à Justiça. Ele ressaltou a relevância da participação do especialista Ronaldo Lemos no encontro. “Pensando nessa situação da inteligência artificial e dos direitos humanos, pensamos em trazê-lo para esse debate tão importante dessa discussão do acesso à Justiça e da forma que vai ocorrer e já está ocorrendo com essas transformações”, afirmou. A palestra principal foi ministrada pelo advogado e especialista em tecnologia Ronaldo Lemos, que apresentou um panorama sobre a rápida expansão da inteligência artificial no mundo, seus impactos no setor público e privado e os desafios regulatórios enfrentados pelos países. Durante a exposição, ele defendeu que o desenvolvimento e a utilização da tecnologia devem ocorrer com responsabilidade e supervisão humana.“O humano precisa ter uma centralidade, ele precisa assinar e se responsabilizar com relação a qualquer criação, inclusive aquelas que são assistidas por IA. Os sistemas de IA precisam ser auditáveis e precisam ser contestáveis”, enfatizou o palestrante. Ronaldo Lemos também alertou para a necessidade de o poder público preservar sua autonomia tecnológica e evitar dependência excessiva de fornecedores externos. Segundo ele, a expansão da inteligência artificial no Sistema de Justiça deve ocorrer com transparência, mecanismos de controle e respeito às garantias fundamentais. “A infraestrutura que a gente usa para exercer as nossas tarefas no serviço público precisa ser controlada por quem usa. Não dá para a gente ficar dependente de tecnologias que vêm 100% de fora”, observou. Na sequência, o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano, integrante do Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação e do Laboratório de Inovação do MPMT, participou do debate e abordou os desafios da implementação responsável da inteligência artificial no setor público. Para ele, é necessário investir na capacitação dos usuários e estabelecer uma cultura institucional voltada ao uso adequado dessas ferramentas.“O usuário final precisa ter o mínimo de conhecimento e aplicar as regras. Podemos entrar em todas as outras questões, mas se o usuário final não tem o mínimo de conhecimento, não adianta apenas teorizar”, ponderou. Daniel Carvalho Mariano também reforçou a importância da supervisão humana sobre os sistemas inteligentes e da transparência nos processos de treinamento dos algoritmos. Segundo o promotor, a inteligência artificial deve atuar como ferramenta de apoio, sem substituir a análise crítica e a responsabilidade dos profissionais que atuam no Sistema de Justiça. Ao longo do webinar, foram debatidos temas como eficiência e celeridade proporcionadas pelas novas tecnologias, proteção de dados pessoais, ética, transparência, segurança jurídica, riscos da automação excessiva e mecanismos de governança para o uso responsável da inteligência artificial. Os participantes também discutiram experiências nacionais e internacionais relacionadas à aplicação dessas ferramentas em tribunais, órgãos de controle e instituições públicas. O webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial” foi realizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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