Mato Grosso
GCCO inicia primeiro curso Antissequestro, aula inaugural é nesta sexta
Mato Grosso
Da Redação
A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Judiciária Civil, realiza o 1º Curso de Operações Antissequestro, para propiciar conhecimentos técnicos básicos a 21 policiais civis, entre investigadores e delegados, que atuam, em sua maioria, na Gerência e também no Centro Integrado de Operações Integradas de Operações Aéreas (CIOPAer) e na Diretoria Metropolitana.
A aula inaugural do curso será nesta sexta-feira (17.11), às 8 horas, na Academia de Polícia, com palestra do delegado Luciano Inácio da Silva, que se aposentou no final de 2016, depois de atuar em diversos casos de sequestro e roubos a bancos, no período de mais de 10 anos que foi titular da GCCO.
Conforme o delegado, Diogo Santana Souza, atual titular da Gerência, o curso vai tratar não somente de crimes de sequestros, mas também das investigações especiais, inteligência operacional, táticas policiais, gerenciamento de crise, direitos humanos, sobrevivência policial, técnicas não letais, uso diferenciado da força, gerenciamento de crise, direitos humanos, atendimento pré-hospitalar tático, operacional helitransportado.
“Este é um curso interno, o primeiro que iniciamos. O nome do curso é operador antissequestro, mas engloba tudo. Teremos aulas com abordagens em defensivos agrícolas, organização criminosa, roubos e furtos a banco. É o agente especial que trabalha na Gerência e que atua em todos esses crimes”, disse.
A capacitação segue até o dia 1 de dezembro. Os instrutores são policiais da própria Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e também outros que passaram pela unidade, como o delegado Flávio Henrique Stringueta.
Durante a aula inaugural, o GCCO prestará homenagem para alguns policiais que atuaram na Gerência, e tiveram papel importante na elucidação de casos de grande repercussão, a exemplo de seqüestros e roubos a bancos.
Os homenageados são: os delegados Luciano Inácio da Silva, Flávio Henrique Stringueta e Carlos Fernando da Cunha Costa, os investigadores Marli Fernandes Dias, Evanildes de Carvalho Medeiros, Fernando Augusto Gomes Bezerra, Amarilio de Brito Teixeira, Francisco Dias Lourenço, Alamir Cesar Macedo, Euripedes Alves de Jesus Filho (in memoriam), o escrivão Arlon Manoel Pereira.
Mato Grosso
Julgamento é retomado com interrogatório dos réus
O julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi retomado na manhã desta quarta-feira (30), no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Após o encerramento do primeiro dia de instrução, as partes desistiram da oitiva das testemunhas que ainda estavam arroladas para depor, permitindo o avanço da sessão para a fase de interrogatório dos réus.Os trabalhos foram reiniciados com o interrogatório de Antônio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como o autor dos disparos que resultaram na morte do advogado. Na sequência, também deverão ser interrogados os demais réus, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida (NDV). A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também integra a acusação, como assistente, o advogado Giovani Santin.Durante o primeiro dia de julgamento, realizado na terça-feira (29), foram ouvidas seis testemunhas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal que atuaram nas investigações do caso. As oitivas abordaram a dinâmica do crime, o planejamento da ação criminosa e os elementos probatórios reunidos ao longo da apuração conduzida pelas forças de segurança.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins avaliou o primeiro dia como produtivo no que se refere à instrução e ao esclarecimento dos fatos. Ele destacou o papel do Ministério Público no Tribunal do Júri e criticou estratégias utilizadas para atacar a imagem da vítima.“Estamos defendendo a vida de um ser humano e aqui o Ministério Público tutela o direito à vida de qualquer pessoa, sem fazer qualquer tipo de discriminação. Justificar esse tipo de situação atacando a figura da vítima nada mais é do que uma retórica colocada a serviço da injustiça, da impunidade e daquilo que a sociedade não deseja”, afirmou o promotor de Justiça.O promotor de Justiça Samuel Frungilo lembrou ainda que, segundo a acusação, o envolvimento dos réus como executores e intermediários está demonstrado tanto pelas oitivas das testemunhas realizadas no primeiro dia quanto pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal. “Essa organização foi contratada para matar Roberto Zampieri, e foi isso que fez”, afirmou.Conforme a denúncia oferecida pelo MPMT, Antônio Gomes da Silva é acusado de executar o homicídio. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como integrante da empreitada criminosa.O julgamento prossegue ao longo do dia com os interrogatórios e as demais fases processuais previstas para o Tribunal do Júri.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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