Mato Grosso
Foragido da justiça que abusou de duas crianças em Sinop é preso
Mato Grosso
Da Redação
Um homem, de 34 anos, foi preso pela Polícia Civil em Itanhangá (504 km ao norte de Cuiabá), na manhã da ultima quarta-feira (31). O acusado era procurado pela Justiça, após ter estuprado crianças de 11 e 04 anos em Sinop (a 500 km de Cuiabá), que eram cuidadas por sua esposa – babá das vítimas.
O criminoso era procurado há mais de três anos pelo crime e tinha um mandado de prisão preventiva decretado pela 1ª Vara Criminal de Sinop, em abril de 2018, após investigação da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso de Sinop (500 km ao norte da Capital). O processo criminal tramita em segredo de Justiça.
As investigações iniciaram após denúncia feita pela mãe das vítimas à Polícia Civil, em abril de 2017. De acordo com a comunicante, o fato ocorreu em Sinop quando as crianças tinham 11 e 4 anos.
Conforme apuração da delegacia especializada, as crianças ficavam sob os cuidados da esposa do suspeito, que na época era babá dos menores de idade. Os abusos sexuais ocorreram na residência do casal (suspeito e companheira).
Durante diligências para descobrir o paradeiro do foragido, os policiais civis identificaram que ele estava morando na região do município de Itanhangá. A Delegacia da Mulher de Sinop solicitou então apoio à equipe de Tapurah para averiguar as informações, que foram confirmadas.
qO suspeito foi preso em uma via pública do bairro Vila Simione, pelas equipes das unidades especializadas de Sinop (Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso, e Delegacia Especializada de Roubos e Furtos).
Após a prisão, o homem foi conduzido até a Delegacia de Tapurah para as providências cabíveis e posteriormente colocado à disposição do Poder Judiciário.
Mato Grosso
Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano
Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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