Mato Grosso

Escolas Municipais recebem doação de 120 termômetros da Usina Sinop

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Da Redação.

Escolas Municipais receberam 120 unidades de termômetros digitais infravermelhos da Usina Hidrelétrica (UHE) Sinop, conforme o diretor – presidente da UHE Sinop, Ricardo Padilha, foi financiado um pacote de dois milhões de reais, junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para auxiliar a população em Mato Grosso. 

“Neste momento, na nossa visão, essa é mais uma participação da Usina Sinop no sentido de permitir, de dar condições para que o retorno das aulas possa acontecer de forma adequada, separando a população que esteja com febre ou com início dos problemas que são muito comuns durante a pandemia,” declara Padilha.

O gestor ainda afirma que o maior objetivo com essa doação é contribuir para melhorar a situação e somar forças nesta luta contra a pandemia.

Para a secretária municipal de Educação, Veridiana Paganotti, essa contribuição é de suma importância, principalmente neste momento, já que a pasta, por sua legislação, não pode comprar produtos para o uso de saúde ou de assistência social.

“A nossa gratidão a todos os membros envolvidos da usina e que muito se empenharam para poder patrocinar e dar esse momento de tranquilidade para os 1.500 servidores da educação do município de Sinop e para os mais de 17 mil alunos que serão impactados diretamente com esse produto”, agradece a secretária.

Veridiana, ainda, afirma que todas as escolas municipais e todos os ônibus escolares receberão os aparelhos e que já há um plano de contingência finalizado para que assim que a Secretaria Municipal de Saúde der o aval técnico, permitindo a retomada das aulas, esse momento possa acontecer de forma tranquila e segura. 

O médico e secretário Municipal de Saúde, Kristian Barros, explica que o termômetro é um grande aliado no combate ao coronavírus.

“Com o produto podemos aferir a temperatura da criança mesmo antes dela adentrar na escola/ônibus e se socializar com outras crianças”, frisa.

“Também temos os tapetes higiênicos onde as crianças e todos os servidores da educação vão pisar para poder higienizar os pés antes de entrar, temos álcool em gel sendo disponibilizado em todas as escolas e agora esse item que vem ai a somar no combate à doença”, reitera Barros.

Foto: Prefeitura Sinop

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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