Mato Grosso
Empresário ameaçava jovem desde a gravidez por negar filho em Jaciara
Mato Grosso
Da Redação
O empresário suspeito de mandar matar a tiros a jovem Jakielly Pontes da Silva, de 25 anos, em Jaciara, a 142 km de Cuiabá, a ameaçava desde que ela estava grávida, conforme informações de testemunhas ouvidas pelo delegado João Paulo Praisner, responsável pelas investigações. Ele já ouviu mais de 40 pessoas.
A investigação apontou Tiago Floriano de Paula, de 30 anos, dono de um lava a jato na cidade e que teve um relacionamento com Jakielly, como o mandante do crime. Ele não queria reconhecer a paternidade do filho que teve com a vítima.
Os dois executores do crime também foram presos: João Vitor Pereira dos Santos, de 18 anos, e Gilmar Oliveira dos Anjos, de 25 anos. Os três suspeitos confessaram o crime.
O delegado explica que amigas de Jakielly afirmaram, em depoimento, que o empresário proibiu a vítima de falar que estava grávida dele e fez ameaças. Por medo, a jovem não procurou a polícia para denunciar as ameaças e solicitar medida protetiva. Eles tiveram um relacionamento rápido, quando supostamente Jakielly engravidou.
Conforme Praisner, depois que a criança nasceu, a vítima decidiu acionar a Justiça para provar a paternidade de Tiago.
Na segunda-feira (10) Tiago e Jakielly participaram de uma audiência, quando Tiago se recusou a assumir a paternidade da criança. Dois dias depois, Jakielly e Tiago forneceram material genético para exame de DNA. Na madrugada do dia 13, Jakielly foi assassinada.
O delegado afirmou ainda que aguarda apenas os laudos de necrópsia e periciais para pedir a prisão preventiva dos três suspeitos. O prazo para conclusão da investigação é de 30 dias.
Investigação
Segundo a Polícia Civil, Jakielly retornava do trabalho em uma moto quando foi surpreendida por dois homens que disparam cinco vezes na direção dela. A vítima morreu no local sem chance de ser socorrida. Os dois homens fugiram sem levar nada.
Segundo a polícia, ela tinha três filhos, e não havia rixas ou problemas que pudessem motivar o assassinato.
Confissão
O delegado responsável pelo caso, João Paulo Praisner, pediu a prisão temporária do suspeito, que foi decretada e cumprida ainda no dia 13 de setembro.
Tiago confessou o crime. Afirmou à polícia que contratou os funcionários João Vitor e Gilmar para matarem a jovem.
Ele prometeu o pagamento de R$ 2 mil para João e R$ 1,5 mil para Gilmar.
A motivação, de acordo com Tiago, era porque Jakielly entrou na Justiça para o reconhecimento da paternidade do filho.
João Vitor confessou que atirou na jovem e Gilmar afirmou que pilotava a moto usada no assassinato. Eles confirmaram em depoimento que foram contratados pelo patrão e que receberiam a recompensa em dinheiro.
Fonte: G1
Mato Grosso
Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher
Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.
Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.
“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.
Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.
De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.
“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.
Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.
Canais de denúncia:
180 – Todo território nacional
181 – Estado de Mato Grosso
197 – Polícia Civil
190 – Polícia Militar
Autor: Bruno Vicente
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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