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Emanuel Pinheiro entrega reforma da praça do ‘Cai-Cai’

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Nova praça Manoel Murtinho – popularmente conhecida como ‘Cai-Cai’ – foi entregue na noite de quinta-feira (22)

Da Redação

O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro e o vice, José Roberto Stopa, entregaram na noite dessa quinta-feira (22) a nova praça Manoel Murtinho – popularmente conhecida como ‘Cai-Cai’. A obra está localizada na avenida São Sebastião, altura do bairro Popular. 
A praça homenageia os ‘Voluntários da Pátria’ e heróis cuiabanos que perderam a vida na Guerra do Paraguai e as vítimas  da epidemia da varíola de 1867. Cerca de 6 mil  foram enterrados no Cemitério de Nossa Senhora do Carmo, que é todo o entorno da praça. “Este local representa a cultura e história da população de Cuiabá. É um resgate da nossa história. Aqui poderá virar um ponto turístico e irei solicitar à pasta de Turismo, [Oscarlino Alves] para que possamos colocar em prática essa ídeia”, citou o prefeito.
Alberto Feguri, foi quem apresentou o projeto ao prefeito em 2018. Ele lembra que o monumento será para resgatar a história dos soldados que lutaram na Guerra. “Os soldados cuiabanos, que retornaram de Corumbá- MS-  em 1867 – comandado por Antônio Maria Coelho, eram cuiabanos, e eles, vieram com os prisioneiros paraguaios contaminados pela varíola. Morreu muita gente. Esse cemitério foi construído por Couto Magalhães. E se chama Cai-Cai porque as pessoas foram jogadas aqui e houve muitas mortes. Aqui tem uma capela que as pessoas oram até hoje. Isso  é muito importante para a cidadania, para a população conhecer a sua história”, relatou.
Presidente do Rotary Club Cuiabá Cidade Verde, Tulio Cesar Zago também reforça  a importância da preservação da história do local.  “Estamos felizes e os cuiabanos poderão conhecer um pouco dessa história.  Nessa placa tem nomes de alguns  desses bravos guerreiros que serão lembrados para sempre”, comentou. 
Para o vice, Stopa a revitalização da praça significa respeito e resgate da história da Capital. “Qualquer gestão tem que pensar no passado para planejar o futuro e respeitar aquele que contribui para o desenvolvimento da nossa terra. E hoje entregamos ela reformada em respeito a população cuiabana”, destaca ele. 
O diretor-presidente da Limpurb, Vanderlúcio Rodrigues, lembra que a gestão Emanuel Pinheiro entregará neste primeiro semestre aproximadamente 15 praças.” Já entregamos cinco e semana que vem, entregaremos a Praça da  República e  posteriormente no CPA III setor II. Essa  praça do Cai-Cai representa o resgate da nossa história. Foram soldados heróis que lutaram  pelo nosso território”, destacou. 
Também participaram do ato simbólico de inauguração, o secretário de Governo  Luiz Claudio, o vereador Mauro Nadaf e demais membros do Rotary Cuiabá. A praça tem parque para crianças, lâmpadas de led, além de academia ao ar livre. 
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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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