Mato Grosso
Emanuel Pinheiro: “Conheço Cuiabá na palma da mão”
Mato Grosso
Por João Carlos de Queiroz, da Redação
Eleito prefeito de Cuiabá no último dia 29 de novembro pelo MDB, com 135.871 votos (51,15% do eleitorado), Emanuel Pinheiro tem afirmado que sua segunda gestão está pautada em trabalhar ainda mais pela cidade e todo o município. Ele disse que essa aprovação popular, estendida ao seu vice, José Roberto Stopa, é claro incentivo aos projetos que pretende viabilizar nas áreas social e estrutural. Muitos, citou, já em pleno andamento, e outros ainda em fase de estudos, para posterior execução.
“Continuarei me empenhando ao máximo pela minha cidade natal, terra que tanto amo. Vou lutar para que mais benefícios sejam concretizados em prol de sua população e municiado de condições estruturais; trabalho estendido às áreas distritais e urbanas do município”, disse.
O prefeito disse ainda que as rusgas pela disputa ao Palácio Alencastro já ficaram para trás, após o anúncio do vencedor do pleito. “Cabe agora, presente e futuro afora, “arregaçar as mangas para que Cuiabá se prepare para os novos tempos”.
Os “novos tempos”, na sua concepção, significam a consolidação do Contorno Leste, trincheiras, asfaltamento e saneamento básico geral nos bairros da capital, com gradual estruturação e ampliação das unidades de saúde; setor que, em tempos de pandemia, o prefeito considera ser de interesse prioritário da gestão.
“Com essa pandemia, nosso maior foco de preocupação reside em proteger as pessoas, proporcionar meios preventivos cada vez mais acessíveis de evitar a proliferação desse vírus. A aquisição maciça de vacinas é uma das propostas viáveis, mas existe uma legião de outras providências paralelas voltadas a minimizar e até mesmo solucionar os impactos dessa covid-19 sobre a população de Cuiabá. Fato, infelizmente, real em outras parte do Brasil e do mundo”.
“O gestor precisa conhecer bem seu município”
Na avaliação de Emanuel Pinheiro, nenhum gestor consegue avançar se não tiver conhecimento maciço da realidade do município que administra. “É preciso acordar cedo, bem cedo, e sair por aí para ver se aquela obra que estava “assim”, dias atrás, já avançou rumo à sua concretização. Ou o que falta para que a comunidade “x” ou “y” seja efetivamente assistida pelo município. O mesmo acontece na área distrital: é determinada estrada rural não concluída, pontes que ruíram, ou outras que necessitam de ser construídas. Os reclames da população rural incluem iluminação pública, transporte, saneamento, Postinho de Saúde, mais escolas, entre outras coisas”.
Na avaliação de Pinheiro, para que a Prefeitura tenha condições de averiguar e resolver tais impasses, a presença do gestor deve ser constante nos quatro polos regionais, lugares que precisa conhecer pessoalmente, não apenas por informações de assessoria de gabinete.
“Não sendo assim, fica inviável saber, de fato, o que acontece por lá, e qual seria a melhor forma de atender essas comunidades. Tanto é que reservei parte da minha agenda para percorrer todo o município, quando retorno com farto registro das imperiosas necessidades rurais”.
Desenvolvimento estruturado
Já no âmbito urbano, o prefeito Emanuel Pinheiro convida para que todos façam uma avaliação da Cuiabá de ontem e a atual. “Quando digo “Cuiabá de ontem”, refiro-me à situação que existia em gestões recentes, com a cidade empacada em setores cruciais. Não foi fácil devolver à capital o direito de competir, de igual para igual, em desenvolvimento com outros polos habitacionais maciços do país”.
Emanuel Pinheiro também foi enfático ao dizer que prefere não anunciar nada do que não consegue cumprir. “Até agora, conseguimos avançar em muitas áreas, com maior enfoque assistencial na Saúde e Educação. Em época normal de atividade escolar presencial, nossos estudantes dispõem de uniforme e kit escolar completo, incluindo merenda realmente nutritiva. Os lanches “engana-estômago” não integram mais a rotina educacional do município. Ainda dispomos de unidades climatizadas”.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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