Mato Grosso

Em Rondonópolis, homem é preso após agredir a esposa e derruba-la em cima de cacos de vidro

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Mato Grosso

Da Redação

A Polícia Militar (PM) prendeu na manha desta quarta-feira (06) um homem identificado como W.J.G., 39 anos, acusado de agredir a companheira com socos e chutes durante uma briga na cidade de Rondonópolis (218 km de Cuiabá).

De acordo com as informações, a PM foi acionada para atender a ocorrência de violência doméstica, ao chegarem no local, os policiais encontraram o suspeito escondido em um arbusto nas proximidades da residência onde mora o casal.

Segundo o suspeito, a briga teria começado após a esposa querer olhar o seu celular, após a negativa do mesmo, a mulher teria impedido o mesmo de deixar a residência, ele conta ainda, que a esposa teria pego uma faca e passado a ameaça-lo e que ela teria mordido o braço do suspeito, fato que teria motivado a agressão.

Já de acordo com a versão da esposa, ela teria sido ameaçada e agredida com um soco no rosto, o que teria provocado uma queda em cima de cacos de vidro no qual resultou em ferimentos na mão esquerda, disse ainda, que o suspeito ameaçou a própria filha.

O homem foi encaminhado juntamente com a esposa para a Central de Flagrantes da cidade onde foi lavrado um boletim de ocorrência e posteriormente o suspeito foi apresentado para a Polícia Judiciária Civil (PJC) onde foram tomadas as medidas cabíveis.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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