Mato Grosso

Do rock ao sertanejo, sem esquecer do siriri e cururu: Festival da Juventude reúne cidadania e cultura

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

NAIARA LEONOR

Quatro atrações musicais foram confirmadas para o Festival da Juventude, que acontece no dia 09 de agosto, das 13h às 22h, no Museu do Rio, na Orla do Porto. Heróis de Brinquedo, Jhonatan & Adam, Flor Ribeirinha e Dj Monteiro animaram a noite cultural do evento que é realizado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo e demais parceiros.

“Instalamos o Conselho Municipal da Juventude em Cuiabá para que o poder público, junto com a sociedade organizada, defina os parâmetros e ações para aplicação de recursos públicos e parcerias com a iniciativa privada em políticas públicas para a juventude. E nada melhor do que iniciar um processo como esse convidando a sociedade para um grande festival”, comentou o secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Francisco Vuolo.

O Festival será dividido em dois momentos. No período vespertino, serão realizadas as palestras e oficinas com a temática Cidadania. Crimes cibernéticos, bullying, segurança no trânsito, primeiro emprego, teste vocacional e ensino superior são alguns dos temas que serão abordados. As inscrições para participação podem ser feitas no dia do Festival. Já na parte da noite, a temática Cultural comanda o evento com oficina de capoeira e de cheerleaders, batalha de hip hop, Dj Monteiro, apresentações de Siriri e Cururu do grupo Flor Ribeirinha, Bateria das Atléticas e os grupos musicais Heróis de Brinquedo e Jhonatan & Adam. No dia também será dada posse oficial aos conselheiros do Conjuve.

A realização do Festival da Juventude também recebe apoio de entidades parceiras, que irão contribuir com a execução de palestras, oficinas e apresentações culturais no evento. Estiveram presentes representado as entidades parceiras: secretário adjunto Municipal de Turismo, Marcelo Pires, diretor Municipal de Turismo, Rogério Bento Noronha, diretor de eventos, Hermam Meira de Oliveira, a representante da Comissão Infância e Juventude da OAB, Roberta Arruda Chica Duarte, o coordenador do projeto “OAB vai à Escola”, Luis Felipe Monteiro da Silva, o presidente da Comissão Jovem Advocacia da OAB, Pedro Henrique Marques, o coordenador adjunto do projeto “OAB vai à Escola”, Wilson Alves de Lima Filho, o chefe de operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Alvino Domingues, a chefe de operações interina da PRF, Iara Alves dos Santos, a diretora do Ensino Médio do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Maria Anunciada, a representante do Rotaract, Paula Cozer, a consultora de atendimento do CIEE, Fabiana Alves, a coordenadora da Faculdade de Cuiabá (FAUC), Jorgete Barros, o coordenador-geral do Fórum Mato-grossense de Capoeira, mestra Visquival de Campos.

 

Confira a programação de palestras e oficinas do Festival da Juventude de Cuiabá:

 

Comissão da jovem Advocacia (OAB)

– Primeiro Emprego

– Crimes Cibernéticos

Comissão da infância e Juventude (OAB)

– Suicídio, bullyng e automutilação nos jovens.

Comissão da Igualdade Racial (OAB)

– Ações afirmativas na Educação pública.

Polícia Rodoviária Federal (PRF)

– Segurança no trânsito

Polícia Militar (PM/MT)

– Programa PROERD

Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE)

– Cadastro de currículos no sistema do CIEE

Rotaract Club de Cuiabá

– Confecção de currículos

– Oratória: protagonismo ao falar em público

Faculdade de Cuiabá

– Teste vocacional

Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT)

– Informações sobre os cursos da instituição

Liga das Atléticas

– Oficina de Cheerleader

Fórum Mato-grossense de Capoeira

– Oficina de capoeira

(Foto: Jean Borsatti)

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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