Mato Grosso

Diretora esfaqueada por professor dentro de escola continua internada em estado estável

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

O professor de matemática Cleiton Gomes da Silva, 45 anos, que foi preso na manhã desta sexta-feira (29) após invadir a escola onde trabalha e esfaquear a diretora da Escola Municipal Daniel Paulista Campos, localizada no bairro Margarida, em Rondonópolis, afirmou durante a prisão que teria tido um desentendimento com a diretora dias antes, porém não revelou os motivos da discussão.

A Prefeitura Municipal de Rondonópolis, encaminhou uma nota para a equipe de O Mato Grosso no qual esclarece a situação. De acordo com a nota, a prefeitura lamenta o ocorrido e diz que as secretárias de Educação, Carmen Garcia Monteiro e de Governo, Mara Gleibe da Fonceca estão acompanhando o caso.

A diretora da escola municipal, identificada como Rosileide Vaz da Silva, foi esfaqueada na manhã desta sexta-feira dentro da escola pelo professor de matemática.

A nota diz ainda, que equipes da prefeitura acompanham a condição de saúde da diretora que recebeu atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ainda pela manhã, e posteriormente, foi encaminhada para o Hospital Regional de Rondonópolis. De acordo com os médicos, o estado de saúde de Rosileide é estável, ela teve três perfurações, uma no ombro, cotovelo e nos dedos da mão.

A nota explica ainda, que após a tentativa de homicídio, funcionários da escola socorreram a vítima e encaminharam a mesma para a UPA. Em relação ao professor, ele foi preso em flagrante e segue detido na 1ª Delegacia de Polícia de Rondonópolis.

No momento das agressões, os alunos foram impedidos de sair de dentro das salas para garantir a segurança dos mesmos, posteriormente, todos foram liberados. As aulas na escola ficaram suspensas durante está sexta-feira, a Secretaria Municipal de Educação (Semeb) ainda analisa quando as aulas serão retomadas.

Cleiton Gomes e servidor efetivo da rede de ensino municipal de Rondonópolis, ele atuava em desvio de função, dando aulas de xadrez para os alunos. O mesmo estava em processo de readaptação depois de ter sido afastado para um tratamento de saúde

Segundo informações não oficiais, Cleiton passava por tratamento psicológico e por conta disso se afastou das atividades. O professor deverá passar por audiência de custódia no próximo sábado (30).

VEJA A NOTA NA ÍNTEGRA:

A Prefeitura de Rondonópolis lamenta o ocorrido na Escola Municipal Daniel Paulista Campos, localizada no Residencial Margaridas e informa que as secretárias municipais de Educação, Carmen Garcia Monteiro e de Governo, Mara Gleibe da Fonseca, estão acompanhando o caso. A diretora da unidade, Rosileide Vaz da Silva, foi esfaqueada na manhã desta sexta-feira (29) dentro da escola pelo professor de matemática, Cleiton Gomes da Silva.

Equipes da Prefeitura acompanham a condição de saúde da diretora que recebeu atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) nesta manhã sendo transferida em seguida para o Hospital Regional de Rondonópolis. Segundo a equipe médica, Rosileide teve três perfurações: uma no ombro, outra no cotovelo e outra nos dedos da mão. Ela está estável.

Rosileide foi atacada dentro de sua sala e socorrida por funcionários da escola que a encaminharam ao hospital. O professor foi preso e segue detido na 1ª Delegacia de Polícia de Rondonópolis.

Conforme a Secretaria Municipal de Educação (Semed), os alunos estavam na escola no momento da agressão e foram mantidos nas salas de aulas pelos professores para que a segurança de todos fosse garantida. Após o ocorrido, os estudantes foram dispensados.

A Semed ressalta que as aulas estão suspensas na Escola Daniel Paulista nesta sexta-feira (29) e ainda analisa quando as aulas voltarão a normalidade.

A Semed explica que o professor é servidor efetivo do município e estava em processo de readaptação de função depois de ter permanecido afastado para tratamento de saúde.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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