Mato Grosso

Deputado propõe realização do Fórum do Saneamento Básico em MT

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Mato Grosso

Da Redação.

O deputado estadual Faissal Calil (PV) apresentou, na terça-feira (23), em sessão plenária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), um requerimento para a organização e realização do Fórum Estadual de Saneamento Básico e suas Complicações no Desenvolvimento Econômico dos Municípios Mato-grossenses. De acordo com o parlamentar, o objetivo do encontro é avaliar, acompanhar, discutir e propor soluções para o tema no estado.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relativos ao ano de 2018, Mato Grosso possui apenas 50 municípios com rede de esgotamento sanitário, sendo que 40 estão em funcionamento e 10 em fase de implantação. Outros 91 não possuem nenhum tipo de esgoto, o que demonstra a importância do tema e a necessidade urgente de se debater o assunto com a apresentação de soluções.

 “O tema tem grande relevância para a população em geral, que é diretamente afetada pelos problemas causados pela falta e pelas falhas no saneamento básico. É de suma importância trazer este debate, tendo em vista que reflete o bem-estar da população, bem como a qualidade de vida das pessoas envolvidas. É nosso dever, buscar e atender às demandas advindas da sociedade. Nosso objetivo é buscar respostas a essas e outras questões inerentes a este problema em nosso estado”, apontou Faissal.

Outro dado que causa preocupação nos números apontados pelo IBGE está no que diz respeito às perdas relativas ao abastecimento de água da população. Um terço daquilo que é distribuído é desperdiçado. São 32,8%, de acordo com o instituto, de um total de aproximadamente 1 milhão de metros cúbicos de água consumidos por dia pela população de Mato Grosso. 

Para efeitos de comparação entre a disparidade no que diz respeito à rede de abastecimento de água e rede de esgoto, Mato Grosso tem atualmente 13.764 quilômetros de rede de distribuição de água, contra apenas 3.654 quilômetros de rede de esgoto em todo o estado.  Para o deputado, a realização do evento é de suma importância para definir os rumos do saneamento básico nos municípios mato-grossenses.

 “Este fórum será um espaço de reflexões, debates e troca de experiências entre estudantes, professores e pesquisadores de diversas instituições interessadas no tema. Os participantes terão a oportunidade de ouvir diversas experiências e ideias desenvolvidas por pesquisadores e especialistas no assunto”, concluiu.

Foto: ALMT

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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