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CRF-MT comemora o Dia Nacional do Farmacêutico

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Da Redação

O presidente do CRF-MT, Iberê Ferreira da Silva Junior e a diretoria parabenizam todos os profissionais pelo Dia Nacional do Farmacêutico. A data foi escolhida em função da fundação da Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF), em 20 de janeiro de 1916. Na época, era a maior instituição representativa da categoria no País.

Iberê destaca que é muito importante nesse momento de pandemia o reconhecimento dos profissionais farmacêuticos que compõem a saúde e que tem lutado diariamente com garra, coragem e esperança contra esse inimigo invisível chamado SARS-CoV-2 (Coronavírus).

Iberê explica que a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, impôs um dos maiores desafios à saúde pública do planeta nos últimos tempos! O novo coronavírus espalhou, além da doença, a insegurança, a desinformação e o medo. Mas desde o início da pandemia, uma categoria profissional está lado a lado da população, garantindo, em 135 diferentes áreas de atuação, prevenção, cuidado, suprimento de produtos para a saúde, diagnóstico e apoio ao tratamento, além de contribuir nas pesquisas da vacina e da cura. Esses profissionais da saúde são os farmacêuticos.

Atualmente, Mato Grosso conta com mais 5.862 profissionais registrados no Conselho e que também atuam no segmento do Serviço Público de Saúde e no setor privado (Assistência Farmacêutica, Serviços de Assistência à Saúde, Laboratórios de Análises Clínicas, Hospitais, Clínicas, entre outros). Além disso, são aproximadamente 1.400 farmácias e drogarias espalhadas pelos vastos 141 municípios, totalizando uma média de 15 mil trabalhadores diretos (farmacêuticos, auxiliares, entregadores e atendentes).

“Aproveito para agradecer a cada um dos profissionais que se dedicaram em todos esses anos ao serviço da Farmácia e coloco o CRF-MT à disposição de toda categoria para mantermos as lutas de décadas por melhores condições de trabalho, remuneração e reconhecimento pela sociedade e autoridades. Juntos somos mais fortes”, diz o presidente.

A profissão remete-se aos antigos boticários e apotecários que eram especialistas na utilização de remédios e na criação de novos fármacos. Eles tratavam de diversas doenças e também trabalhavam na criação de perfumes. Muitas vezes, substituíram os médicos que eram poucos sendo em muitos casos a única chance de vida daqueles que não tinham acesso aos hospitais.

Hoje essa profissão está cada vez mais presente em todas as etapas da vida das pessoas, com a responsabilidade de levar atenção e prestar cuidado diferenciado às necessidades de cada uma dessas fases, com qualidade e segurança. Nos serviços de saúde, seja qual for a complexidade, é o farmacêutico que tem o primeiro contato com os clientes/pacientes e que acolhe e identifica as fragilidades das doenças, para depois encaminhá-las aos especialistas.

História

A Farmácia está historicamente vinculada às vacinas. Mas um dos farmacêuticos brasileiros mais representativos nessa área é Rodolfo Marcos Teófilo. Graduado pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1875 e radicado no estado do Ceará, ele enfrentou duas epidemias de varíola, que vitimaram milhares de pessoas em Fortaleza e cidades do interior cearense, no final do século XIX e início do século XX. Em 1862, Rodolfo Marcos Teófilo aprendeu as técnicas de produção da vacina e, em 1901, passou a imunizar a população, sem qualquer apoio do poder público. Contando apenas com ajuda da sua esposa e de um auxiliar, promoveu a vacinação em massa pelos bairros pobres de Fortaleza até 1903.

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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