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Contribuintes podem doar parte do Imposto de Renda a projetos sociais em Várzea Grande

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No ano passado, o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FIA) recebeu em destinações R$ 1,4 milhão, que apoiaram 22 instituições de VG

Da Redação

Poucas pessoas sabem, mas é possível destinar parte do valor devido ou a receber do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para melhorar a vida de idosos, crianças e adolescentes. Os valores destinados são remetidos aos fundos que geram ações para promoção da população assistida. No caso de Várzea Grande, todo valor destinado no momento da entrega da declaração por contribuintes locais fica na cidade. Podem ser destinados até 6% do valor devido ou da restituição do Imposto, sendo que 3% desse valor têm que ser obrigatoriamente no ato do envio do documento à Receita e o restante se completando ao longo do ano.  

No ano passado, por exemplo, somente o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FIA) recebeu em destinações R$ 1,4 milhão, cifras que apoiaram 22 instituições contempladas em Várzea Grande. A importância das destinações foi o tema de uma reunião realizada nesta manhã (26), no gabinete do prefeito Kalil Baracat, que reuniu técnicos da secretaria Municipal de Assistência Social, do Conselho Regional de Contabilidade, gestores dos Fundos Municipais, vereadores e o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Várzea Grande (CDL/VG). O intuito do encontro foi o de esclarecer dúvidas e criar uma rede de multiplicação entre os vários segmentos da sociedade para fomentar as destinações e assim ampliar o alcance das ações.

A destinação via Imposto de Renda – bem como as autorizadas por servidores públicos e demais contribuintes – têm potencial de ofertar a cada ano cerca de R$ 7 milhões às entidades que atuam na promoção de idosos, crianças e adolescentes. O Fundo Municipal de Apoio à Política do Idoso (Fumapi) é relativamente novo em Várzea Grande, mas pode ser objeto de destinação já neste ano.

Nesse ano, a Receita Federal prorrogou o prazo limite para a entrega das declarações de 30 de abril para 30 de maio. “Temos um período favorável para fazer os esclarecimentos necessários e desenvolver essa cultura da destinação do tributo, pois ao invés de ter como destino o Tesouro Nacional, passa direto para o atendimento de ações, projetos e programas realizados em Várzea Grande. Toda ajuda faz a diferença e quanto mais destinação houver para apoiar políticas públicas desenvolvidas em prol dos idosos, crianças e adolescentes, mais o nosso orçamento próprio poderá ser aplicado em outras frentes de trabalho dentro do Município”, disse o prefeito Kalil Baracat.

“A prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Assistência Social, está incentivando o cidadão a contribuir com fundos de amparo social no formulário de ajuste do Imposto de Renda, garantindo que uma parte do imposto possa ser destinada aos projetos sociais como, por exemplo, o ‘Caderno II’ , destaca a secretária da Pasta, Eliamara Araújo.

Segundo o presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRCMT), Paulo Ruhling, é preciso incrementar a divulgação sobre a destinação do Imposto de Renda para os fundos que apoiam os projetos sociais. “A informação precisa alcançar os contribuintes e nós, contadores, temos papel fundamental neste processo. Ao esclarecer as dúvidas, orientar as pessoas sobre as maneiras de destinar o imposto, também estamos contribuindo para o bem coletivo”, pontuou.

O prefeito acrescentou que: “Essa destinação permite que a Prefeitura amplie ainda mais seus programas, melhorando e avançando na consolidação das políticas sociais para nossa gente”.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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