Mato Grosso
Condenado pela morte de juíza em Alto Taquari é preso por acaso em Cuiabá
Mato Grosso
Da Redação
Evanderly de Oliveira Lima, 49 anos, enfermeiro condenado a 18 anos e 6 meses de prisão após ter sido condenado pela morte da juíza Glauciane Chaves de Melo, da comarca de Alto Taquari (388 km de Cuiabá). A juíza era sua ex-esposa que foi morta em junho de 2013.
Segundo as informações, o enfermeiro voltou a ser preso na tarde desta terça-feira (12), no bairro Goiabeiras, em Cuiabá, após ser abordado pela Polícia Militar (PM). Segundo os policiais, havia um mandado de prisão em desfavor de Evanderly.
A abordagem do suspeita foi por “acaso”, já que estavam sendo realizados trabalhos rotineiros pelos policiais que ao visualizarem o homem resolveram aborda-lo. Após a constatação do mandado de prisão em aberto o homem foi encaminhado para à Gerência Estadual de Polinter (Gepol). O mandado de prisão que estava em aberto era relacionado ao homicídio cometido pelo mesmo em 2013 contra a ex-esposa.
O enfermeiro foi beneficiado com uma progressão de pena que o tirou da cadeia para continuar cumprindo a pena no regime semiaberto, o mesmo fazia uso de tornozeleira eletrônica. O beneficio foi concedido pelo juiz Geraldo Fernandes Fidélis Neto, da Vara de Execuções Penais (2ª Vara Criminal de Cuiabá).
Enaderly conquistou o beneficio devido ao bom comportamento, porém foram impostas medidas cautelares que deveriam ser cumpridas pelo mesmo, como por exemplo, o recolhimento noturno entre as 22h e 6h, além disso ele era obrigado a arrumar um emprego.
Além disso, ele ainda foi proibido pelo magistrado de frequentar lugares inapropriados, como prostibulos, casas de jogos, bocas de fumo e locais similares, o magistrado também proibiu o enfermeiro de portar qualquer tipo de arma de fogo ou armas brancas.
O CRIME
A juíza e ex-esposa de Evanderly foi morta no dia 7 de junho de 2013, na ocasião, o homem entrou na sala de audiência do Fórum, em Alto Taquari, querendo conversar com a magistrada. O mesmo queria se reconciliar com a vítima, após uma discussão o enfermeiro sacou um revólver e disparou contra a ex-esposa. Após o crime, o condenado fugiu do local com um veículo.
Foto: Reprodução
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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