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Cel. Zaqueu confessa participação na “Grampolândia Pantaneira” e incrimina Taques

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Da Redação – Jean Borsatti

Acusado de ser operador do esquema de interceptações telefônicas ilegais e preso desde maio de 2017, o Cel. Zaqueu Barbosa da Polícia Militar confessou pela primeira vez desde que foi preso que participou de forma ativa no esquema que foi operado durante o governo de Pedro Taques (PSDB).

Em depoimento para o Ministério Público Estadual (MPE) o coronel afirmou que Pedro Taques (PSDB) e o primo, ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques tinham conhecimento dos grampos ilegais, segundo Zaqueu, além de terem conhecimento, os dois ainda financiaram a montagem da estrutura dos grampos e também se beneficiaram durante a campanha e durante o mandato do ex-governador.

A TV Centro América teve acesso a depoimentos do coronel, desde que foi preso ele jamais havia confessado que tinha participação no esquema que ficou conhecido como “Grampolândia Pantaneira”. O coronel foi preso no dia 23 de maio de 2017 após uma determinação do Juiz Marcos Faleiros da 11ª Vara Especializada da Justiça Militar do Estado de Mato Grosso.

O cabo da Polícia Militar, Gérson Luiz Ferreira Corrêa Júnior que é apontado como um dos principais operadores do esquema, já havia confessado sua participação durante depoimento prestado em uma audiência realizada em 28 de julho do ano passado. Gérson chegou a confirmar a participação do primo do ex-governador, Pedro Taques, segundo o policial, Paulo Taques teria financiado o esquema, disse ainda que recebeu de Paulo a quantia de R$ 50 mil que seriam usados para a compra de equipamentos para a central de grampos ilegais.

A Grampolândia Pantaneira, começou ainda em 2014 durante a campanha eleitoral, Paulo Taques era coordenador de campanha do então candidato Pedro Taques, já Zaqueu ocupava um cargo de comandante na Polícia Militar de Mato Grosso. 

(Foto: FolhaMT)

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Saúde mental de servidores do sistema prisional é debatida em reunião

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) participou de uma reunião interinstitucional no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) voltada à discussão das condições de trabalho, da saúde mental e da valorização dos profissionais que atuam no sistema prisional mato-grossense. Representando a instituição, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou a necessidade de ampliar o olhar das instituições para o bem-estar dos servidores, diante dos elevados índices de adoecimento registrados na categoria.Durante o encontro, realizado na sexta-feira, 09/10, a procuradora de Justiça ressaltou que a valorização dos trabalhadores do sistema penitenciário é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à execução penal. Segundo dados apresentados na reunião, 80% dos afastamentos por motivos de saúde registrados entre esses profissionais em 2025 estão relacionados ao sofrimento psíquico. “É muito importante que todas as instituições voltem um olhar para perceber o quanto esse servidor necessita ser valorizado”, afirmou Josane Guariente.Conduzida pelo presidente do TRT/MT, desembargador Aguimar Peixoto. Também participaram das discussões o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, o coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), juiz Geraldo Fidelis Neto, representantes sindicais e gestores ligados à política prisional.O objetivo da reunião foi ampliar a participação dos profissionais que atuam diretamente nas unidades prisionais nas discussões e ações previstas pelo Plano Pena Justa. Iniciativa nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de promover melhorias estruturais e institucionais no sistema prisional brasileiro, incluindo ações voltadas à valorização dos profissionais que atuam nas unidades penais.A pauta contemplou as demandas de policiais penais e de outros profissionais essenciais ao funcionamento do sistema, como psicólogos, médicos, dentistas e psiquiatras. Como encaminhamento, foi definida a realização de uma audiência pública para aprofundar o debate sobre saúde, condições de trabalho e valorização dos servidores do sistema prisional. A expectativa é que o evento ocorra em dezembro, reunindo instituições e profissionais envolvidos na temática.Informações: TRT-MT

Fonte: Ministério Público MT – MT



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