Mato Grosso

Casa de deputado é invadida e familiares feitos como reféns

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Da Redação

Criminosos armados invadiram e aterrorizaram a família do deputado estadual Faissal Calil (PV) nesta quarta-feira (13) na casa do parlamentar que fica no bairro Shangri-la, em Cuiabá.

De acordo com as informações, no momento da invasão, estavam na residência os pais de 78 e 71 anos e uma sobrinha do deputado de 22 anos, os três foram mantidos como reféns.

Segundo consta no boletim de ocorrência, os criminosos invadiram a residência por volta das 1h30, no momento que os pais do parlamentar ouviram um barulho, no momento que foram conferir o que tinha acontecido e acabaram rendidos pelos criminosos.

Após serem rendidos, os três que estavam na casa foram levados para um dos cômodos onde ficaram trancafiados. Segundo as vítimas eram três criminosos, sendo que um deles ficava vigiando a família enquanto os outros dois elementos roubavam tudo o que fosse de valor.

Foram roubadas da residência dois televisores de cinquenta polegadas, um notebook, três celulares, roupas diversas, joias, relógios, documentos e R$ 1 mil em dinheiro. Após a “limpa”, os criminosos fugiram com o veículo das vítimas, um Toyota Corolla.

A Polícia Militar (PM) apenas foi acionada quando a sobrinha de Faissal conseguiu sair do local e ligou para uma tia que mora ao lado, os policiais foram até o local e realizaram diligências pela região, porém não obtiveram êxito na prisão dos elementos.

 O veículo foi recuperado já pela manhã abandonado em um bairro de Cuiabá. A PJC investiga o caso.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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