Mato Grosso
Campanha distribui mais de 23 mil cestas básicas e cobertores para comunidades indígenas
Mato Grosso
Da Redação
A campanha “Vem Ser Mais Solidário – MT unido contra o coronavírus” vai distribuir mais de 23 mil cestas básicas e cobertores para as comunidades indígenas de Mato Grosso. A ação do Governo do Estado, liderada voluntariamente pela primeira-dama, Virginia Mendes, é realizada pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) em parceria com a Superintendência de Assuntos Indígenas da Casa Civil.
“Desde que iniciamos a campanha Vem Ser Mais Solidário estamos atendendo diversos públicos, incluindo índios de diferentes aldeias. A intenção é chegar ao maior número de famílias vulneráveis que estão sofrendo os efeitos da pandemia. No caso dos indígenas, temos que olhar com muito mais atenção, pois as aldeias normalmente já são isoladas e o objetivo é ajuda-los sem que isso possa levar o cor”, conta a secretária da Setasc, Rosamaria Carvalho.

Foto por: João Reis/Setasc-MT
No início da campanha, ainda no mês de abril, foram repassados 3,5 mil kits de alimentos e materiais de limpeza para famílias indígenas em 35 municípios mato-grossenses. Recentemente, também foram entregues mais 400 cestas básicas e 400 cobertores à etnia xavante na Terra Indígena de Sangradouro, localizada entre os municípios de Primavera do Leste e Barra do Garças.
E nesta segunda fase da ação, serão atendidas mais de 20 mil famílias indígenas com a doação de 20 mil cestas e 20 mil cobertores. O superintendente de Assuntos Indígenas da Casa Civil, Agnaldo Santos, ressaltou que todas as 43 etnias indígenas espalhadas por Mato Grosso serão beneficiadas. “A distribuição destas 20 mil cestas começará na próxima semana, atendendo ao pedido do governador Mauro Mendes, da primeira-dama Virginia Mendes e do secretário da Casa Civil, Mauro Carvalho, em parceria com a secretária Rosamaria, da Setasc”.

Foto por: João Reis/Setasc-MT
Cada cesta entregue é composta por arroz, feijão, óleo, macarrão, café, açúcar, sal, sardinha, farinha de trigo, extrato de tomate, além de itens de limpeza e de higiene pessoal: sabonete, água sanitária, detergente líquido e sabão em barra. E é capaz de alimentar uma família com uma média de cinco pessoas.
Vem Ser Mais Solidário
O Governo do Estado de Mato Grosso vai distribuir mais de 230 mil cestas básicas por meio da campanha Vem Ser Mais Solidário. Somente com recursos próprios, serão 150 mil cestas básicas. Além disso, a campanha recebeu a colaboração de parceiros com doação de alimentos e de recursos adicionados a uma conta bancária especifica para a ação, cujos recursos, na faixa de R$ 5 milhões, são suficientes para comprar aproximadamente 80 mil cestas.

Foto por: João Reis/Setasc-MT
Com essas doações, a campanha beneficiará famílias carentes nos 141 municípios, algo em torno de 1,150 milhão de mato-grossenses, tendo em vista que cada cesta é capaz de alimentar uma família com cinco pessoas em média, além de comunidades indígenas, quilombolas, entidades sociais, projetos filantrópicos, associações comunitárias, igrejas, de todas as denominações.
Aconchego
O programa “Aconchego”, que já está em sua segunda edição, vai distribuir 200 mil cobertores para as pessoas mais vulneráveis. No ano passado, foram beneficiadas 100 mil pessoas em todo Estado. E este ano a meta foi dobrada, em razão do aumento de pessoas carentes e em situação de vulnerabilidade social devido a pandemia do novo coronavírus.

Foto por: João Reis/Setasc-MT
Os cobertores também foram entregues para moradores de rua, comunidades indígenas, entidades filantrópicas e famílias que se enquadram em situação de extrema vulnerabilidade.
Para o cadastro de atendimento, as instituições, entidades e/ou grupos representativos devem enviar um ofício para o e-mail gabinete@setasc.mt.gov.br, com a lista das pessoas que serão beneficiadas, contendo nome completo, CPF, nome da mãe e Número de Identificação Social (NIS).
Foto por: João Reis/Setasc-MT
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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