Mato Grosso

Botelho destaca agilidade no trabalho entre ALMT e TCE com criação da Aspar

Publicado em

Mato Grosso

Assessoria parlamentar terá a função de promover a interlocução do TCE com a ALMT, nas questões técnico-institucionais de interesse comum e recíproco.

O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Eduardo Botelho (DEM), reconheceu como importante a criação da Assessoria Parlamentar – Aspar, vinculada diretamente ao gabinete da Presidência do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que terá a função de promover a interlocução do TCE com a ALMT, nas questões técnico-institucionais de interesse comum e recíproco. A apresentação sobre a Aspar foi realizada durante reunião do Colégio de Líderes, nesta quarta-feira (28), pelo presidente da corte, Guilherme Maluf e o gestor da nova pasta, Carlos Brito.

“Melhorar essa relação, criar uma estrutura lá [TCE] que pudesse atender melhor os deputados e também as comissões permanentes. Essa relação é importante e o Tribunal de Contas, agora, com essa condição de dar apoio às comissões, vai fortalece-las mais ainda, que é o que sempre defendemos”, disse Botelho, ao destacar que as comissões da Casa de Leis são extremamente importantes para o bom andamento dos trabalhos.

O presidente da corte, Guilherme Maluf disse que a implantação será imediata, com a capacitação dos servidores sobre o novo procedimento. “A secretaria visa a integração entre o Tribunal de Contas e Assembleia. Facilitando essa aproximação e trazendo informações sobre o corpo técnico do Tribunal. Produzimos inúmeras auditorias com informações importantíssimas para que os deputados possam elaborar políticas públicas. Dessa forma, vamos melhorar a qualidade da produção legislativa”, garantiu Maluf.

ASSESSORIA – A Aspar foi criada através de Resolução Normativa que também regulamenta o processo de Solicitação da Assembleia Legislativa (SAL) no âmbito da Corte de Contas.
Compete a ela, dentre outros, apoiar as unidades do TCE-MT no relacionamento institucional com o Poder Legislativo Estadual, acompanhar as matérias e projetos de lei de interesse do TCE-MT, em especial os que tratam do controle externo, das peças orçamentárias e das finanças públicas, identificar expectativas e demandas da ALMT relacionadas ao controle externo, a fim de subsidiar os planos estratégicos e de fiscalização da Corte de Contas, bem como desenvolver trabalhos técnicos, estudos e pesquisas relacionados a assuntos legislativos de interesse do TCE-MT. (com Assessoria)

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

Publicados

em


O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA