Mato Grosso
Após queixas de roubos e furtos PM recupera seis veículos em cidades do o Estado
Mato Grosso
Da Redação
Nesta segunda (04) e terça-feira (05), Policiais Militares das cidades de Várzea Grande, Cuiabá, Cáceres, Pontes e Lacerda e Tangará da Serra resgataram quatro carros e duas motocicletas. Quatro Homens foram presos e um adolescente de 14 anos aprendido durante as ações.
Em Várzea Grande, foi localizado um veículo Ford Ka no bairro jardim aeroporto, que havia sido roubado horas antes no centro da cidade. A vítima foi acionada e levou sua chave reserva. Os suspeitos não foram identificados.
Três homens, identificados como A.A.M.A. (25 anos), M.J.M. (30) e F.J.B.F. (23) foram presos por militares do 9° batalhão na capital, no bairro Coophema. O veículo GM Prisma branco que havia sido roubado pelo trio no bairro Jardim Petrópolis foi recuperado.
Em Tangará da Serra foram localizados dois veículos. Na primeira ocorrência, um GM Cobalt branco, foi encontrado na Avenida Brasil. Na área central da cidade, os militares encontraram uma Honda Biz vermelha, que havia sido registrado uma queixa de furto, próximo à uma sorveteria da cidade. O rapaz W.S.L. (23) foi detido por receptação e estava acompanhado por um adolescente de 14 anos, que foi apreendido.
Em Cáceres, uma equipe da Força Tática estava em patrulhamento pela MT-343, quando suspeitou de uma VW Saveiro branca. Durante a ordem de parada, o homem que conduzia o veículo parou bruscamente e fugiu para área de mata. Na consulta, foi identificado uma queixa de roubo referente ao veículo apreendido, na cidade de Cuiabá.
No centro da cidade de Pontes e Lacerda, os policiais recuperaram uma motocicleta Honda Biz rosa, parada sem chaves e ligada por meio de ignição direta. Na consulta constou queixa de furto ocorrido em novembro do ano passado.
Fonte: PMMT / Foto: Reprodução
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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