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Ao assumir vaga de Fávero na ALMT, Cattani reafirma compromisso por MT

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O pecuarista Gilberto Moacir Cattani, 46 anos, assumiu hoje (18), às 11h, na Assembleia Legislativa, em cerimônia restrita, a vaga do deputado Sílvio Fávero, falecido no último sábado por complicações decorrentes da covid-19. Cattani, ao discursar, disse se sentir num momento muito delicado de sua vida, salientando que, ao assumir a cadeira parlamentar, inevitavelmente retrocedia aos tempos em que chegou ao Estado. Destacou que a função de legislador é algo que ainda desconhece. 

Recordou assim quando sua família aportou em Lucas do Rio Verde, Médio Norte de Mato Grosso, em 1977. “Meu pai era tratorista profissional, lembro bem; e trabalhava dia e noite na abertura de estradas e ruas, em Lucas do Rio Verde. Minha mãe, também trabalhadora potencial, fabricava tubos de concreto para poços artesianos. São exemplos de dedicação profissional que nunca esquecerei”.

Também citou que assume a vaga numa circunstância delicada, levando-se em conta o momento de pandemia e a própria morte do titular do cargo, vitimado pela covid. “Sinto-me bastante abalado, com certeza. Ao me candidatar, queria muito estar aqui. Mas, sinceramente, não dessa forma”. Na sequência, frisou que lutará muito pelo Estado, a fim de não decepcionar quantos confiaram no seu nome para poder representá-los no Parlamento Estadual.

Após breve pausa, Gilberto Cattani retomou a fala para dizer que é grato aos familiares, aos amigos e, principalmente, a Deus, por tudo que tem sucedido em sua vida. “Pelo que o mundo vive atualmente, já temos de ser gratos todos os dias. Afinal, estamos vivos, livres desse vírus que tanto luto tem trazido às famílias. É preciso orar para garantir essa proteção e reforçar sempre esse agradecimento ao Pai”, frisou.

POLÊMICA EM TORNO DA POSSE

Sua posse no cargo gerou questionamentos por parte do segundo suplente de deputado pelo PSL, o empresário Emílio Populo, que estaria propenso a questionar judicialmente essa pose de Cattani. Populo informou que Cattani saiu do PSL em 2020 para integrar as fileiras do PRTB, disputando cargo de suplente na chapa de senador do candidato Reinaldo Moraes (PSC). O PSL, na época, disputou com candidato próprio ao Senado da República, candidatura representada pelo deputado estadual Elizeu Nascimento. No entendimento do 2º suplente, ao deixar as fileiras do PSL Cattani cometeu infidelidade partidária.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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