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Alíquotas de incentivos fiscais serão definidas em primeira reunião na próxima semana

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Da Redação

Os percentuais de incentivos para submódulos e produtos do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (PRODEIC) e dos demais programas do Plano de Desenvolvimento de Mato Grosso serão definidos na sexta-feira (06.12), às 14 horas, durante a reunião do Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento do Estado de Mato Grosso (Condeprodemat).

Esta será a primeira reunião depois de aprovado, nesta quinta-feira (28.11), o projeto de lei enviado pelo Governo de Mato Grosso, que regulamenta as atribuições do Condeprodemat e também depois da sanção do Projeto de Lei 631/2019, que reinstituiu os incentivos fiscais em Mato Grosso.

“É uma reunião muito importante e um avanço para a economia do Estado. Os novos incentivos aprovados pelo PL 631 trazem isonomia e transparência e, consequentemente, dá às empresas de Mato Grosso a oportunidade de serem competitivas para vender para fora do Estado. Isso é fundamental para um bom ambiente de negócios”, afirma César Miranda, secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico.

O secretário informa que na reunião serão discutidos e aprovados os percentuais dos incentivos por segmento que irão vigorar em Mato Grosso a partir de janeiro de 2020.

“Desta forma, o Estado irá proporcionar que aquelas empresas que têm incentivo possam migrar para um novo e aquelas que quiserem se instalar em Mato Grosso e ter acesso aos incentivos fiscais para ter mais competitividade, possam aderir a partir do começo do próximo ano”, diz Miranda.

Fonte: Secom-MT / Foto: CHRISTIANO ANTONUCCI SECOM MT

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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