Mato Grosso
Agentes de combate à endemias adotam medidas de biossegurança e seguem trabalhando durante a pandemia
Mato Grosso
Da Redação
Em pouco mais de seis meses, Cuiabá já superou o número de casos notificados de dengue de todo o ano de 2019. De janeiro a julho deste ano, foram 682 casos registrados. Durante todo o período de 2019, foram 446 casos notificados. No caso da chikungunya, no ano passado foram 148 casos notificados e, neste ano, 19 casos. Já quanto à zika, em 2019 houve 62 registros e, neste ano, foram 10, segundo a Vigilância em Doenças e Agravos do Município.
A coordenadora de zoonoses, Alessandra da Costa Carvalho, explica que, por conta da pandemia, o número de agentes de combate à endemias caiu mais da metade porque muitos são do grupo e risco da Covid-19 (idosos, obesos, hipertensos, diabéticos e outras doenças crônicas) e alguns se infectaram com o novo coronavírus. De cerca de 300 agentes, atualmente, menos de 150 estão na ativa.
Mesmo assim, as visitas domiciliares continuam ocorrendo de segunda a sexta-feira, seguindo todos os procedimentos de biossegurança para os profissionais, com a disponibilização de máscaras e álcool em gel. Além disso, quinzenalmente é feita reunião com os agentes para reforçar as recomendações, como não entrar nas casas, principalmente onde residem pessoas do grupo de risco ou pessoas com suspeita ou confirmação da Covid-19. “Cuiabá nunca deixou de fazer as visitas domiciliares dos agentes de combate à endemias, o que houve foi uma readequação por conta da pandemia”, afirma a coordenadora de zoonoses.
As vistorias são feitas apenas nos quintais das pessoas, verificando se há objetos que podem servir de criadouros do mosquito Aedes aegypti, como vasilhas, tampas, pneus, garrafas, vasos de plantas. Quando esses criadouros são detectados, os agentes utilizam um produto químico chamado piriproxifeno, que serve de inibidor de crescimento, impedindo que a pupa cresça e se transforme em um mosquito adulto.
As vistorias são feitas apenas nos quintais das pessoas, verificando se há objetos que podem servir de criadouros do mosquito Aedes aegypti, como vasilhas, tampas, pneus, garrafas, vasos de plantas. Quando esses criadouros são detectados, os agentes utilizam um produto químico chamado piriproxifeno, que serve de inibidor de crescimento, impedindo que a pupa cresça e se transforme em um mosquito adulto.
Conforme Alessandra Carvalho, Cuiabá tem mais de 261,5 mil imóveis (terrenos, casas, condomínios) e cada agente é responsável por uma média de 800 a 1 mil imóveis, que deve vistoriar em até 45 dias. Cada agente visita cerca de 30 imóveis por dia, 15 em cada período. De janeiro a junho deste ano, já foram realizadas aproximadamente 449 mil visitas.
Com o déficit de servidores, a Coordenação de Zoonoses conta com a conscientização e participação das pessoas no combate à dengue, à zika e à chikungunya. Alessandra Carvalho explica que como o tempo que o Aedes aegypti leva para virar de ovo a mosquito adulto é de uma semana, essa deve ser a periodicidade com que a população deve fazer a limpeza de seus quintais, eliminando possíveis criadouros, lavando e vedando os reservatórios de água, limpando vasos de plantas e bebedouros de animais, jogando fora entulhos que possam acumular água parada.
“Dez minutinhos são suficientes para vistoriar o quintal de casa e remover os criadouros, Tirando dez minutos por semana para tomar esses cuidados, a pessoa estará se prevenindo dessas três doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti, principalmente nesse período de seca, em que os cuiabanos gostam muito de tomar banho, utilizam mais água”, explica Carvalho, que acrescenta que o perigo de contrair as doenças existe o ano inteiro, pois o ovo do mosquito resiste até um ano sem contato com a água.
Foto: Assessoria SMS
Mato Grosso
Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher
Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.
Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.
“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.
Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.
De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.
“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.
Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.
Canais de denúncia:
180 – Todo território nacional
181 – Estado de Mato Grosso
197 – Polícia Civil
190 – Polícia Militar
Autor: Bruno Vicente
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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