Mato Grosso

Adolescente é apreendido com 7 quilos de maconha em Cuiabá

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Mato Grosso

Da Redação

Oito tijolos de maconha foram aprendidos pela Polícia Judiciária Civil, em Cuiabá, durante ação da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE). As peças totalizando cerca de 7 quilos da substância ilícita, estavam em poder de uma adolescente (B.L.S. de 17 anos), e seriam levadas para a cidade de Barra do Garças (509 km a Leste).

Os policiais civis da DRE receberam denúncia sobre um possível transporte de entorpecente ocorrendo nas proximidades do terminal rodoviário da Capital. De posse das informações a equipe passou a monitorar a região da Rodoviária para averiguar os fatos.

Durante investigação foi identificado um ônibus que seguiriam as 20h30 para o município de Barra do Barças, onde havia uma passageira prestes a embarcar e em atitude suspeita.

Ato contínuo foi realizada a abordagem da pessoa e verificado se tratar da adolescente B.L.S., sendo em sua mochila de cor preta localizadas as oito peças de maconha. Perguntada sobre a procedência do entorpecente, a mesma permaneceu em silêncio.  

Diante do flagrante, a menor foi conduzida à DRE, ouvida e posteriormente autuada em ato infracional de tráfico de drogas.

As diligências continuam com objetivo de identificar a origem da droga, bem como apurar a participação de outras pessoas no caso.

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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