Mato Grosso

Acidentes com vítimas fatais reduzem 21%, aponta Anuário Estatístico

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Mato Grosso

Da Redação

Mato Grosso contabilizou, em 2019, um saldo de 7.164 acidentes de trânsito com vítimas, sendo 503 fatais. Essa quantidade representa 21,52% a menos se comparada com o ano de 2018, quando foram contabilizadas 641 mortes no trânsito no Estado.

Dos 7.164 acidentes, 43,57% foram em Cuiabá e Várzea Grande (3.122 acidentes). Estes e outros dados constam no Anuário Estatístico de Trânsito do Estado de Mato Grosso – 2020, ano base 2019, já disponível no site do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (www.detran.mt.gov.br), através do link Anuário.

O documento é desenvolvido pelo Detran-MT, por meio da equipe do Registro Nacional de Acidentes e Estatísticas de Trânsito (Renaest), com colaboração da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT).

Em análise criteriosa dos dados, dos 7.164 acidentes registrados em Mato Grosso, 63% das vítimas são homens e 36% são mulheres, sendo 36,9% de pessoas com idade entre 35 a 64 anos. Domingo foi o dia da semana em que mais ocorreram os acidentes, com 17,1% dos registros, sendo o horário noturno e madrugada com maior índice, de 37,20% dos casos.

De acordo com o líder da equipe do Renaest do Detran-MT, Walber Alexander do Carmo Desto, o estudo que vem sendo realizado desde 2014 demonstra que os condutores mato-grossenses estão sendo mais prudentes, além do aumento da fiscalização de trânsito e das campanhas educativas.

“Observamos que nos últimos três anos entramos em uma curva decrescente no número de acidentes, reflexo das políticas de fiscalização e educação para o trânsito que o Detran-MT e demais órgãos fiscalizadores vem promovendo”, ressaltou.

Os dados disponibilizados no anuário permitem identificar padrões de comportamento, como tendência e sazonalidade, pontos críticos e os fatores de risco presentes no trânsito em Mato Grosso.

Além disso, o documento serve como base para as ações dos órgãos e entidades que atuam na área da Segurança Pública no auxílio a redução de acidentes e no combate à violência no trânsito.

“O Anuário Estatístico é uma importante ferramenta de pesquisa, estudo e diagnóstico das necessidades do Estado na construção de uma política de segurança viária”, ressaltou o diretor Executivo do Detran-MT, José Eudes Santos Malhado.

Foto por: Lidiana Cuiabano/Detran-MT

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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