Mato Grosso

Ação da primeira-dama Virgínia Mendes beneficia etnia Xavante com 300 cestas básicas

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Mato Grosso

Comunidade localizada entre as cidades de Primavera do Leste e Poxoréu reúne 23 aldeias e é considerada uma das mais carentes do Estado

Da Redação

Famílias indígenas da etnia Xavante, que residem nas 23 aldeias localizadas entre as cidades de Primavera do Leste e Poxoréu, receberam 300 cestas básicas do programa Vem Ser Mais Solidário, liderado pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes. 

A distribuição dos alimentos foi realizada nesta quinta-feira (22.04), por meio da Superintendência de Assuntos Indígenas da Casa Civil do Governo de Mato Grosso.

A entrega faz parte das ações de enfrentamento à pandemia da Covid-19 e a expectativa é que, somente este ano, sejam distribuidas 25 mil cestas contendo alimentos e kits com produtos de limpeza e higiene pessoal aos povos indígenas de todo o Estado.

Tchélo Figueiredo – Secom-MT

“No ano passado fizemos a distribuição de 18 mil cestas básicas e neste ano vamos chegar a 25 mil, que serão entregues nas 43 etnias de todo o Estado, com uma atenção especial ao povo Xavante que atualmente é quem vive numa condição mais carente. A pandemia agravou bastante a situação de miserabilidade, além de levar vários caciques. A primeira-dama Virginia Mendes nos determinou que sejam atendidas da menor até a maior aldeia, sem distinção, então nós vestimos a camisa porque este Governo realmente não está medindo esforços nem investimentos nessa área”, afirmou o superintendente de assuntos indígenas da Casa Civil, Agnaldo Santos.

De acordo com Santos, cada família irá receber 2 cestas básicas nesta etapa da distribuição. Além disso, nos próximos meses, o Governo de Mato Grosso irá realizar a entrega de mais insumos e também de cobertores. 

Os representantes das aldeias agradeceram a doação e destacaram a importância da entrega neste período de pandemia. 

Tchélo Figueiredo

A cacique Dona Santa, da Aldeia Santa Fé, disse que esta é a primeira vez em que eles percebem o cuidado do Governo do Estado com seu povo. “Queremos agradecer muito a dona Virginia Mendes e ao governador por lembrarem do nosso povo. Nossa situação é muito difícil e hoje é um dia que estamos alegres por receber esses alimentos do Governo do Estado”, agradeceu. 

“Estamos vendo muito trabalho desse Governo e isso é muito importante, eu agradeço essas cestas básicas, porque o coronavírus aumentou as nossas dificuldades. Muito obrigado, só podemos agradecer”, completou o cacique Odoni Antão, da Aldeia Serrinha.

 

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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