Mato Grosso
Jovem é encontrado morto dentro de casa em Cuiabá
Mato Grosso
Da Redação
Matheus Lima, 22 anos, foi encontrado morto dentro de sua residência no bairro Boa Esperança, em Cuiabá.
Na manhã deste domingo (04) uma guarnição da Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência em que inicialmente dava conta de um jovem que estaria sem vida em sua residência. Após chegarem ao local, os policiais encontraram o jovem sem vida e com sinais de enforcamento.
O jovem trabalhava como instrutor de crossfit e era querido por todos os amigos. Em sua página na rede social Facebook, várias pessoas prestaram as últimas homenagens ao jovem, além disso, Matheus deixou a frase “Prosperidade, sucesso e felicidade a todos” como última postagem na rede social.
A polícia está trabalhando com a suspeita de suicídio, de acordo com policiais que atenderam a ocorrência, o jovem tinha histórico de depressão e problemas psicológicos.
LIGUE 188
O Centro de Valorização da Vida (CVV), foi fundado em São Paulo, no ano de 1962. É uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica e presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção de suicídio para todos aqueles que entram em contato pois precisam conversar sob total sigilo e anonimato.
O CVV é uma ferramenta importante para coibir suicídios, já que os casos tem aumentado ano após ano, segundo o Ministério da Saúde, suicídio virou uma questão de saúde pública.
Para aqueles que de alguma forma precisam conversar, o CVV está à disposição para ajudar no que diz respeito ao apoio emocional, ligue 188.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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