Mato Grosso
CIOPAER: grupamento aéreo também com ações dinâmicas no combate à Covid-19
Mato Grosso
O Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) aumentou em 150% o atendimento nas demandas na área da saúde, entre os anos de 2019 e 2021. Esse crescimento está relacionado a prestação de serviços de envio de vacinas contra a covid-19 para o interior do estado e no transporte de pacientes, por meio de UTIs aéreas.
O coordenador do Ciopaer, coronel Juliano Chiroli, destacou que esse trabalho realizado pelas Operações Aéreas tem repercutido diretamente no dia a dia da população, com uma resposta rápida às demandas. “Na área de transporte aeromédico, coincidentemente iniciou-se antes da pandemia, com a sensibilidade do Governo do Estado em investir maciçamente na melhoria de nossa frota de aeronaves de asa fixa, com a aquisição de duas aeronaves, além de uma destinada pela Justiça. Isso trouxe muita celeridade neste momento de dificuldades”, destacou o coordenador,
De acordo com o coronel Chiroli, essa resposta rápida só está sendo possível porque o Governo vem realizando uma revolução no setor. Atualmente, a frota conta com seis aeronaves, sendo duas UTIs aéreas, e está conseguindo manter logística que permite a distribuição, em tempo recorde, das vacinas no interior do Estado e a locomoção de pacientes. Os investimentos realizados nos últimos dois anos pelo Governo propiciaram, inclusive, maior economia para Mato Grosso.
Somente no transporte de pacientes e da entrega da vacina, Chiroli estima que “economizamos para o Estado, aproximadamente, de 40% no custo de horas voadas”, ao se comparar com o transporte realizado por empresas particulares de táxi aéreo.
Se, de um lado, o Ciopaer tem gerado economia aos cofres públicos na área da saúde, de outro tem aumentado os resultados positivos nas estatísticas no combate à criminalidade. “Nos anos de 2019, 2020 e no primeiro trimestre de 2021, tivemos um incremento de aproximadamente 32% no número de apreensões de veículos e motos furtadas e roubadas; aumento de aproximadamente 20% no número de drogas e entorpecentes apreendidos; aumento de 15% no número de armas de fogo apreendidas; aumento de aproximadamente 37% no número de vítimas resgatadas de acidentes de trânsito, ou de locais de difícil acesso, e aumento de mais de 60% nos atendimentos de apoio policial, bombeiros e defesa civil”, explicou.
Ação ambiental
O Ciopaer foi um dos principais parceiros nas operações de combate a incêndios florestais, em 2020. “Nossa participação nas operações de prevenção e combate aos graves incêndios na região do pantanal mato-grossense foi marcada por inúmeras horas de voo para transporte de bombeiros para as localidades atingidas, assim como a utilização dos helicópteros no combate direto aos incêndios”, contou.
Operações
Somente em 2020, na operação “Hórus Vigia”, em que o Ciopaer atuou em conjunto com a Polícia Federal e o Grupamento Especial de Fronteira, foram apreendidas três toneladas de entorpecentes, além de sete aeronaves. “Algumas dessas aeronaves já foram destinadas para atuação na aviação de segurança pública tanto em Mato Grosso, como também para outros estados da federação”, comentou Chiroli.
No atendimento direto às Forças de Segurança do Estado, o Ciopaer é acionado em todas as situações de emergências. “O atendimento e apoio a esses parceiros, como a Polícia Civil, Polícia Militar, Politec, Corpo de Bombeiros, impactam diretamente nas vidas das pessoas que estão sendo atendidas, quer sejam as pessoas que estão sendo socorridas, com o apoio das aeronaves, como pessoas que tem seus bens recuperados em operações conjuntas; e as cidades que estão recebendo vacinas em tempo recorde, com enfermos transportados via UTI Aérea”, ressaltou.
Frota
O Centro de Operações Especiais conta com 101 servidores pertencentes aos quadros da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil, e tem duas bases operacionais, uma em Várzea Grande e outra em Sorriso. A frota é de três helicópteros e seis aviões, sendo duas UTIs aéreas.
A frota ainda será ampliada com a aquisição de mais um avião, que está sendo comprado com recursos provenientes de ações penais que tramitaram na justiça. Para a compra dessa aeronave, um jato, foi firmado um Protocolo de Intenções em 2020; contudo, para se chegar até a destinação desse recurso, foram dois anos de diálogo entre Judiciário e a Secretaria de Estado de Segurança Pública.
O Estado também está adquirindo mais um helicóptero, com recursos destinados a ações de combate a incêndios florestais e um avião bimotor turboélice, para fortalecer as ações das Forças de Segurança.

Ciopaer-MT
Mato Grosso
Gaeco-MT atua em operação contra esquema milionário no agronegócio
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (Gaeco-MT) participa da Operação Safra Oculta, deflagrada nesta quarta-feira (26) pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) para investigar um esquema interestadual de sonegação fiscal no comércio de grãos. A ação ocorre de forma integrada em Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Santa Catarina e Bahia e apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.Em Mato Grosso, o Gaeco-MT cumpriu mandado de prisão contra um alvo no Estado. Ao todo, foram expedidos nove mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão em municípios dos cinco estados envolvidos na operação.Segundo as investigações, o grupo teria estruturado uma rede de empresas para viabilizar operações de comercialização de grãos e dificultar a identificação dos verdadeiros responsáveis pelos negócios. Entre os investigados estão três contadores apontados como integrantes da estrutura utilizada para manter o esquema.As apurações indicam ainda o uso de empresas chamadas de “noteiras” para emissão de documentos fiscais e formalização de operações comerciais. A estrutura teria permitido a movimentação de grandes volumes financeiros por empresas registradas em nome de terceiros, sem capacidade econômica compatível com os valores movimentados.Duas das principais empresas investigadas acumulam mais de R$ 90 milhões em débitos de ICMS constituídos e não quitados. Uma delas teria movimentado cerca de R$ 200 milhões no período analisado pelos investigadores.Além da sonegação fiscal, a operação busca identificar possíveis práticas de lavagem de dinheiro e organização criminosa, bem como produtores rurais e empresários que possam ter se beneficiado do esquema.A atuação do Gaeco-MT integra uma força-tarefa formada pelo Ministério Público de Goiás, por meio do Gaeco e do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira-GO), além dos Gaecos de São Paulo e Santa Catarina, do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf) do Ministério Público da Bahia, da Secretaria de Estado da Economia de Goiás e das Polícias Civil e Militar goianas. As investigações seguem em andamento.O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Mato Grosso é uma força-tarefa permanente coordenada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e integrada pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e pelo Sistema Socioeducativo.(Com informações do MPGO)
Foto: Imagem ilustrativa.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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