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Torcedor do Palmeiras terá de recorrer a rádios de Maceió para acompanhar jogo

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Falta de contrato com a Globo e partida do Corinthians no mesmo horário mudam alternativas para se acompanhar o time

 

Da Redação

O torcedor do Palmeiras viverá uma situação diferente na próxima quarta-feira para tentar acompanhar a partida do time contra o CSA, em Maceió, pelo Campeonato Brasileiro, a partir das 16h. Quem não for ao estádio Rei Pelé, terá de recorrer à transmissão da partida por emissoras de rádio alagoanas para saber dos lances e do andamento do placar da partida.

Como o Palmeiras não fechou acordo com a Globo para os direitos de transmissão do torneio para TV aberta e pay-per-view, a partida em Maceió não terá transmissão em nenhum canal. Já para TV fechada, a exibição da partida está impossibilidada porque o clube alvierde tem acordo com a Turner enquanto o CSA, por sua vez, fechou vínculo com o SporTV.

Por isso, as únicas alternativas restantes para acompanhar a partida são em ferramentas de tempo real pela internet, como no Estado, ou por emissoras de rádio. Esta segunda opção, no entanto, só será possível ao sintonizar emissoras alagoanas. Segundo apurou o Estado, as principais estações de São Paulo não vão transmitir a partida, pois estarão no mesmo horário com outro evento: a partida do rival.

Também às 16h de quarta-feira o Corinthians estará em campo em São Paulo contra a Chapecoense pelo Campeonato Brasileiro. Como essa partida será na capital paulista, as emissoras locais vão se dedicar principalmente à cobertura do jogo do clube do Parque São Jorge, porém terão entradas ao vivo e informações dos principais lances de CSA x Palmeiras.

As rádios de Maceió que costumam transmitir regularmente as partidas do CSA são a PajuçaraGazeta AM e 1020 AM. Todas também podem ser sintonizadas também pela internet.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S. Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,torcedor-do-palmeiras-tera-de-recorrer-a-radios-de-maceio-para-acompanhar-jogo,70002809421

Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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