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STF envia investigação contra dirigentes da CBF para Justiça do Rio
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Apenas a parte referente ao deputado federal Marcus Vicente (PP-ES) foi mantida em Brasília
Da Redação
O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira, enviar à Justiça Federal do Rio de Janeiro uma investigação que tramita no Supremo para apurar crimes supostamente cometidos por dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol e outras pessoas ligadas à confederação, incluindo o presidente afastado Marco Polo Del Nero e os ex-presidentes Ricardo Teixeira e José Maria Marin. O ministro manteve no STF apenas a parte referente ao deputado federal Marcus Vicente (PP-ES), que é vice-presidente da entidade.
A investigação foi iniciada originalmente na Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros da Superintendência Regional da Polícia Federal no Estado do Rio de Janeiro, para apurar os supostos crimes de evasão de divisas, estelionato, falsidade ideológica e crimes contra o sistema financeiro nacional.
Os indícios iniciais foram apontados no relatório alternativo da CPI do Futebol 2015, de autoria dos senadores Romário (Podemos-RJ) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e abrangeriam a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014 (COL).
Além de Del Nero e dos ex-presidentes Marin e Teixeira, também são alvos o vice-presidente da CBF, Gustavo Dantas Feijó, o diretor jurídico Carlos Eugênio Lopes, e o ex-dirigente Antônio Osório Ribeiro Lopes da Costa e os empresários José Hawilla e Kleber Fonseca de Souza Leite. A única parte que seguirá sendo investigada no Supremo é a que se refere ao deputado federal Marcos Vicente. O pedido de envio à Justiça Federal do Rio de Janeiro partiu da Procuradoria-Geral da República.
Marco Polo Del Nero está atualmente afastado da presidência da CBF. A Fifa deve dar um parecer nos próximos dias, esclarecendo se ele poderá continuar ou não como presidente da confederação. Se ele não for banido, poderá voltar para o cargo e ficar até abril do ano que vem.
O presidente interino é o Coronel Antonio Nunes, um dos vice-presidentes da instituição. Neste mês, o dirigente Rogério Cabloco, ligado a Del Nero, foi eleito presidente para assumir o próximo quadriênio, que começa em abril de 2019.
A CBF não se pronunciou sobre a decisão e a assessoria de imprensa afirmou que era preciso procurar os advogados de cada investigado.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Foto: Sergio Moraes/Reuters
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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