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Seleção Brasileira vence a Argentina é campeã da Copa América de Futsal

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Seleção Brasileira Feminina de Futsal foi campeã invicta do Torneio Internacional de Futsal Feminino de Xanxerê/Futsal Nations Cup. Após superar a Venezuela por 2 a 0 na semifinal, a Canarinho marcou quatro vezes sobre o Paraguai e venceu a primeira edição do torneio. Emilly (2), Tais e Natalinha balançaram a rede garantindo o título para o Brasil.

No início da partida, a seleção paraguaia deu um pouco de trabalho, mas, da metade da primeira etapa até o fim do jogo, o controle foi total das brasileiras.

Artilheira da competição com oito gols, Emilly aproveitou o momento para destacar o espetáculo que o campeonato proporcionou em Xanxerê, em Santa Catarina.

“A gente sai de casa com um sonho, mas é difícil, tem muita barreira. A gente quer ser valorizada ainda mais, a gente luta tanto! Tem gente que sai de casa com 11 anos. Olha esse espetáculo! Valorizem o futsal feminino, olhem que espetáculo lindo”, disse à TV Globo após a vitória.

Seleção Feminina de Futsal é campeã invicta do 1º Torneio Internacional de XanxerêSeleção Feminina de Futsal é campeã invicta do 1º Torneio Internacional de Xanxerê
Foto: Cris Huff e Vagner Marques | CBF

Trajetória na competição

Logo na fase de grupos, a Seleção Brasileira atingiu a marca de 13 gols marcados e nenhum sofrido. O feito veio com as vitórias por 5 a 0 em cima da Bolívia e por 8 a 0 sobre a Bélgica.

Na semifinal, contra a Venezuela, a partida foi mais disputada, o que não impediu, no entanto, um novo triunfo da Seleção: 2 a 0.

Com o placar de 4 a 0 na final contra o Paraguai, a equipe finalizou o campeonato com 19 gols marcados e nenhum sofrido, numa demonstração da força do seu ataque e da eficiência da sua defesa.

Seleção Feminina de Futsal é campeã invicta do 1º Torneio Internacional de XanxerêSeleção Feminina de Futsal é campeã invicta do 1º Torneio Internacional de Xanxerê | Foto: Cris Huff e Vagner Marques/CBF

Próximo compromisso

A Seleção Brasileira tem um compromisso importante em setembro: a CONMEBOL Copa América de Futsal Feminino. As atletas devem começar a preparação no dia 16 de setembro para ir em busca de mais um título.

Seleção Feminina de Futsal é campeã invicta do 1º Torneio Internacional de Xanxerê





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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