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São Paulo vence Palmeiras nos pênaltis e conquista a Supercopa Rei 2024

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O São Paulo venceu o Palmeiras nos pênaltis por 4 a 2, neste domingo (4), e conquistou a Supercopa Rei 2024. No Mineirão lotado com mais de 40 mil torcedores, o time comandado por Thiago Carpini levantou a taça para o delírio de sua torcida. Goleiro do São Paulo, Rafael defendeu os pênaltis de Murilo e Piquerez e foi o grande herói do título.

Este é o primeiro título da Supercopa do Tricolor Paulista, que chegou à decisão por conta do título inédito da Copa do Brasil.

Eleito o melhor jogador da partida, Rafael foi coroado como o Rei do Jogo, prêmio em homenagem ao Rei Pelé e entregue por Clodoaldo, amigo e companheiro do maior jogador de todos os tempos.

Antes de a bola rolar, a realização da partida foi marcada por um complexo esquema de segurança e de homenagens ao Rei Pelé, a Zagallo e a Osvaldo Domínguez Dibb.

São Paulo é o campeão da Supercopa Rei 2024São Paulo é o campeão da Supercopa

O JOGO

No primeiro tempo, o Palmeiras teve mais chances de abrir o placar, em finalizações de Rony, Raphael Veiga e Mayke. Já o São Paulo foi perigoso com chute de Nikão.

Palmeiras e São Paulo decidiram a Supercopa Rei 2024 no MineirãoPrimeiro tempo foi de equilíbrio

Na etapa final, Jhon Jhon, do Palmeiras, assustou o goleiro Rafael com cabeceio que passou por cima da meta são-paulina, aos 23 minutos.

Aos 31 minutos, Mayke fez grande jogada e chutou forte, mas Moreira cortou a bola quase em cima da linha e impediu a abertura do placar. No minuto seguinte, o São Paulo respondeu com Calleri, que ficou cara a cara com Weverton, mas seu chute parou na defesa do goleiro palmeirense.

O argentino Galoppo teve ótima cobrança de falta, aos 35 minutos. A bola resvalou na trave, antes de tocar na rede pelo lado de fora. Pouco antes da marca dos 45 minutos, Aníbal Moreno finalizou de fora da área e assustou os são-paulinos no Mineirão.

Com o 0 a 0 no placar, o árbitro Bráulio da Silva Machado apitou o fim do tempo regulamentar e indicou que a decisão do título ficaria para os pênaltis.

Nas penalidades, Calleri, Galoppo, Pablo Maia e Michel Araújo acertaram para o São Paulo. Pelo Palmeiras, Raphael Veiga e Gabriel Menino marcaram, mas as cobranças de Murilo e Piquerez foram defendidas por Rafael, definindo a conquista são-paulina.

ESCALAÇÕES

Palmeiras: Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Gómez e Murilo; Mayke (Gabriel Menino), Richard Rios (Aníbal Moreno), Zé Rafael (Luis Guilherme), Raphael Veiga e Piquerez; Rony e Flaco López (Jhon Jhon). Técnico – Abel Ferreira

São Paulo: Rafael; Rafinha (Moreira), Arboleda, Diego Costa e Wellington (Erick); Pablo Maia, Alisson, Wellington Rato (Ferreirinha) e Nikão (Michel Araújo); Luciano (Galoppo) e Calleri. Técnico – Thiago Carpini.





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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