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São Paulo perde para o Fluminense e segue sem vencer fora de casa no Brasileirão

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O São Paulo foi derrotado pelo Fluminense por 1 a 0 no Maracanã nesta quarta-feira, continuando sua sequência sem vitórias fora de casa no Campeonato Brasileiro. A equipe do São Paulo jogou com um jogador a menos desde os 28 minutos do primeiro tempo, devido à expulsão de Gabriel Neves.

Antes do jogo começar, houve um clima amistoso, com as equipes trocando faixas de campeões. No entanto, os ânimos se exaltaram quando a partida começou, resultando em dez cartões amarelos, cinco para cada lado, além do vermelho para Gabi Neves.

Com este resultado, a equipe de Dorival Júnior permanece na décima posição, com os mesmos 46 pontos. O Fluminense soma agora 50, mas continua em oitavo lugar. Ambas as equipes já estão classificadas para a próxima Libertadores e estão em uma posição confortável na tabela.

No próximo jogo, o São Paulo buscará a reabilitação contra o Cuiabá, no Morumbi, às 18h30 (horário de Brasília) de domingo, pela 35ª rodada do Brasileirão. Já o Fluminense enfrentará o Coritiba, penúltimo colocado, mais uma vez no Maracanã, no sábado, às 21h (horário de Brasília).

O Fluminense começou o jogo com muita pressão da torcida e criou perigo para o São Paulo logo aos nove minutos. Após uma falta na meia-lua, Marcelo levantou a bola na área e David Braz cabeceou para o gol. No entanto, o gol foi anulado por impedimento.

O jogo estava truncado, mas aos 14 minutos, Ganso fez um belo passe de calcanhar para Yony González dentro da área, porém o atacante chutou em cima do goleiro Rafael. O São Paulo ficou com um jogador a menos aos 28 minutos, quando Gabriel Neves foi expulso por pisar em Thiago Santos. Inicialmente, ele recebeu um cartão amarelo, mas através do VAR, foi concedido o cartão vermelho.

Aos 46 minutos, Alexsander deu um bom passe para Samuel Xavier, que chutou forte, mas o goleiro Rafael fez a defesa. Já no minuto 48, Martinelli arriscou um chute de fora da área, passando perigosamente à direita do gol.

No segundo tempo, não demorou muito para o São Paulo, com um jogador a menos, sofrer o primeiro gol. O Fluminense pressionou após o intervalo e aos oito minutos, Cano recebeu a bola na entrada da área e chutou forte, desviando em Rafinha, abrindo o placar.

A equipe paulista quase empatou aos 23 minutos, em uma falha de Fábio. O goleiro demorou para passar a bola e quase viu o volante Pablo Maia desviar para o gol. A equipe de Dorival Júnior voltou a criar perigo aos 39 minutos, com um cabeceio de Beraldo que parou nas mãos de Fábio.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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