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São Paulo estuda como contratar Pato pagando 1/3 do que ele ganhava na China

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Presidente do clube é o principal investidor da volta do atacante, que atuou em 2014 e 2015

 

 

Da Redação

A contratação do atacante Alexandre Pato, que antes era considerada “inviável” pela diretoria do São Paulo, passou a ser analisada de forma mais positiva nesta segunda-feira. A diretoria foi informada que o atacante aceita receber um salário mais baixo e próximo da realidade financeira do País.

O aceno do atacante foi fundamental para a mudança de planos. O jogador rescindiu o contrato com o Tianjin Tianhai, da China, na última semana e sua vinda não envolverá gastos com transferência. Já com redução, os vencimentos do atacante de 29 anos giram em torno de R$ 1 milhão, ou um terço do que ele recebia na China. 

A questão da diretoria agora é como viabilizar a negociação. O clube vive um momento de redução de gastos e, por isso, emprestou Diego Souza (sem custos) para o Botafogo. A eliminação na fase preliminar da Libertadores fez com que o clube deixasse de arrecadar até R$ 30 milhões. Além disso, outros clubes estão interessados, como o Santos, por exemplo.

O principal incentivador da volta de Pato é o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. Ele e Pato trabalharam juntos entre 2014 e 2015, na primeira passagem do atacante. Leco era vice-presidente e depois mandatário interino. Leco gosta do gosta do perfil do jogador e acredita que ele possa ajudar a resgatar a imagem do clube, arranhada por causa das campanhas ruins nos últimos anos.

Dentro de campo, Pato não é o jogador ideal na visão de Cuca, que deverá assumir o clube a partir de 15 de abril. Mas o treinador não é totalmente contrário a sua chegada. Pediu que a diretoria evitasse grandes sacrifícios por causa de um jogador. Cuca quer prioritariamente um lateral-direito e um volante que saiba chegar à área adversária.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,sao-paulo-estuda-como-contratar-pato-pagando-13-do-que-ele-ganhava-na-china,70002760221

Foto: AFP

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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