Esporte

São Paulo empata com o Santos na Vila Belmiro

Publicado em

Esporte

O São Paulo visitou o Santos neste domingo (12), na Vila Belmiro, e empatou em 0 a 0, pela 34ª rodada do Brasileirão. Com o empate, o Tricolor chegou aos 46 pontos, agora na 10ª colocação.

A equipe volta a campo no próximo dia 22, após a Data Fifa, para o duelo atrasado contra o Fluminense, pela 32ª rodada do torneio nacional.

Mesmo fora de casa, o Tricolor impôs o seu jogo, teve mais posse de bola e foi mais perigoso desde o início. Logo aos 12 minutos, Luciano recebeu de Michel Araujo dentro da área, cortou a marcação e rolou para Juan. O atacante bateu firme, mas o goleiro conseguiu tirar em escanteio.

Já aos 27, Michel Araujo recebeu com liberdade na entrada da área e deixou com Juan, que ajeitou para Caio. O lateral cruzou com precisão e encontrou o uruguaio, que cabeceou com muito perigo; a bola desviou no defensor do Santos e bateu no travessão.

A pressão seguiu e cinco minutos depois o Tricolor quase abriu o placar em contra-ataque. W. Rato fez grande jogada cortando dois marcadores e virou para Michel Araujo, o uruguaio invadiu a área e deixou com Luciano, que finalizou à esquerda do gol.

Ainda na etapa inicial, W. Rato partiu mais uma vez com perigo pelo lado direito e abriu com Alisson dentro da área, o camisa 25 cruzou rasteiro e após corte parcial do goleiro, a bola sobrou para Rato, que bateu em cima do marcador.

Após o intervalo, o Tricolor seguiu levando perigo. Aos seis minutos, Luciano acinou W. Rato, que invadiu a área pelo lado direito e cruzou para Juan, que completou de primeira para marcar. Após análise do VAR, porém, o lance foi anulado por impedimento de Rato no lance.

Ao longo da etapa final, Dorival Júnior colocou Erison, Nathan, David, Talles Costa e Welington em campo em busca da vitória.

Aos 40 minutos, W. Rato fez bom cruzamento do lado direito e encontou Erison, que cabeceou com muito perigo, à esquerda do gol. Apesar da pressão, o Tricolor não conseguiu abrir o placar e o clássico terminou em um empate sem gols.

FICHA TÉCNICA

SANTOS 0x0 SÃO PAULO

Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data: 12/11/2023 (domingo)
Horário: 18h30
Cartões Amarelos: W. Rato (45/1T), Rafinha (15/2T)
Público: 13.442 torcedores

Santos: João Paulo; Lucas Braga, Joaquim, Messias e Kevyson (Gabriel Inocêncio, 10/2T); Rincón, Jean Lucas (Dodi, 25/2T), Nonato (Lucas Lima, 38/2T) e Soteldo; Maxi Silvera (Rodrigo Fernández, intervalo) e Marcos Leonardo (Julio Furch, 38/2T). Técnico:Marcelo Fernandes.

São Paulo: Rafael; Rafinha (Nathan, 25/2T), Arboleda, Beraldo e Caio (Welington, 40/2T); Pablo Maia, Alisson (Talles Costa, 40/2T), Michel Araujo (Erison, 25/2T), W. Rato e Luciano; Juan (David, 33/2T). Técnico: Dorival Júnior.

Árbitro: Raphael Claus (SP)
Assistentes: Alex Ang Ribeiro (SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP)
Quarto Árbitro: Ilbert Estevam da Silva (SP)
Assessor: Silvia Regina de Oliveira (SP)
Árbitro de Vídeo: Daiane Caroline Muniz dos Santos (SP)
AVAR: Fabricio Porfirio de Moura (SP)
Assistente de Árbitro de Vídeo 2: Thiago Duarte Peixoto (SP)
Observador de VAR: Hilton Moutinho Rodrigues (RJ)

Fonte: Esportes

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA