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São Paulo empata com o Mirassol em jogo disputado

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O Palmeiras garantiu sua primeira vitória no Paulistão de 2024. Após um empate na estreia contra o Novorizontino, o time alviverde se reabilitou ao conquistar uma vitória suada sobre a Inter de Limeira, na noite desta quarta-feira (24), no estádio Allianz Parque, por 3 a 2.

A partida começou movimentada, com as duas equipes buscando o gol desde o início. O Palmeiras abriu o placar com um belo gol de falta de Wesley, aos 19 minutos. Porém, a Inter de Limeira rapidamente empatou, graças ao gol de Roger, aos 23 minutos. O jogo seguiu equilibrado, com chances para ambos os lados, mas o empate persistiu até o final do primeiro tempo.

No segundo tempo, ambas as equipes continuaram pressionando em busca da vitória. A Inter de Limeira chegou a virar o placar, com um gol de Bruno Xavier aos 56 minutos, colocando o Palmeiras em uma situação delicada. Porém, o técnico palmeirense promoveu a entrada de Rony, que saiu do banco de reservas para mudar o rumo do jogo.

Aos 75 minutos, Rony mostrou sua qualidade e empatou o jogo para o Palmeiras, revigorando a equipe. A virada veio aos 88 minutos, quando Rony apareceu novamente e marcou o gol da vitória, levando a torcida alviverde ao delírio. Com esse resultado, o Palmeiras alcançou a marca de quatro pontos e assumiu a liderança do Grupo B, enquanto a Inter de Limeira continua sem pontuar no Grupo C.

A primeira vitória no campeonato foi fundamental para o Palmeiras recuperar a confiança e manter-se na briga pela classificação. A equipe mostrou poder de reação ao buscar a virada em uma partida complicada. Já a Inter de Limeira terá que buscar a recuperação nas próximas rodadas para se manter viva na competição.

O próximo desafio do Palmeiras será contra o Botafogo-SP, fora de casa, no dia 28 de fevereiro. Enquanto isso, a Inter de Limeira enfrentará o São Paulo, também fora de casa, no dia 1º de março. O campeonato promete grandes emoções e muitas disputas acirradas ao longo da temporada.





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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