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São Paulo é eliminado do Campeonato Paulista após derrota nos pênaltis para o Novorizontino

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Neste domingo, o São Paulo deu adeus ao Campeonato Paulista após ser derrotado pelo Novorizontino nos pênaltis, por 5 a 4, após um empate em 1 a 1 no tempo regulamentar. O jogo foi disputado no Morumbi, diante de mais de 55 mil torcedores, e marcou a segunda eliminação consecutiva do Tricolor nas quartas de final da competição.

O Novorizontino abriu o placar com Rômulo, mas o São Paulo empatou com Ferreirinha. Nos pênaltis, Rafael defendeu a cobrança de Lucca, porém Michel Araújo e Diego Costa desperdiçaram suas cobranças, batendo para fora.

No ano passado, o São Paulo também foi eliminado nas quartas de final do Paulistão, pelo Água Santa, que acabou sendo vice-campeão. Agora, o Tricolor terá mais de duas semanas para descansar e se preparar para a estreia na Libertadores, marcada para a primeira semana de abril.

As semifinais do Campeonato Paulista estão agendadas para o dia 27 de março, após a Data Fifa em que serão disputados amistosos entre seleções.

O Novorizontino mostrou desde os primeiros minutos que tinha condições de competir com o São Paulo. Após abrir o placar, o Tricolor partiu para o ataque e conseguiu o empate com Ferreirinha. O jogo foi tenso e disputado, com boas chances para os dois lados.

No segundo tempo, o Novorizontino voltou com determinação, mas o São Paulo também pressionou em busca da virada. Apesar das oportunidades criadas, o Tricolor não conseguiu converter em gol. Com isso, a partida foi para os pênaltis, onde o São Paulo acabou sendo eliminado.

Agora, o São Paulo terá que lidar com a frustração da eliminação e concentrar suas energias na preparação para a estreia na Libertadores. A equipe precisará corrigir os erros e se fortalecer para enfrentar os desafios que virão pela frente.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO X NOVORIZONTINO

Local: Morumbis, em São Paulo
Data: 17/03/2024
Horário: 18h
Árbitro: Flávo Rodrigues de Souza
Assistentes: Marcelo Van Gasse e Miguel Ribeiro da Costa
VAR: Márcio Henrique de Góis
Público: 55.197 torcedores

Gols: Rômulo, aos 12 do 1ºT (Novorizontino); Ferreirinha, aos 22 do 1ºT (São Paulo)
Cartões amarelos: Arboleda (São Paulo); Waguininho, Marlon, Chico, Lucca (Novorizontino)

SÃO PAULO: Rafael; Rafinha (Igor Vinícius), Arboleda, Diego Costa e Welington; Pablo Maia e Alisson; Lucas, Luciano e Ferreirinha (Erick); André Silva (Michel Araújo). Técnico: Thiago Carpini.

NOVORIZONTINO: Jordi; César Martins (Renato Palm), Luisão e Chico; Willean Lepo, Geovane (Dantas), Marlon, Rômulo (Danilo Barcelos) e Reverson; Neto Pessoa (Lucca) e Waguininho (Fabrício Daniel). Técnico: Eduardo Baptista.





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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