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Santos e Cuiabá empatam pelo Brasileirão

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O Santos empatou em um jogo difícil e truncado contra o Cuiabá por 0 a 0, nesta segunda-feira (06.11), na Vila Belmiro, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o Peixe permaneceu a apenas um ponto do Cruzeiro, o primeiro time na zona de rebaixamento.

O Santos não conseguiu aproveitar a vantagem de jogar em casa com um estádio lotado e teve um desempenho fraco no primeiro tempo. A estratégia de Marcelo Fernandes de retornar ao esquema tático 4-3-3 não deu certo, com problemas na saída de bola e um meio-campo frágil e desorganizado. Como resultado, o Santos teve dificuldades em criar jogadas. O Cuiabá aproveitou a desorganização da equipe santista para pressionar e dar trabalho à defesa, contando com boas atuações de Joaquim.

Apesar de um jogo truncado, a segunda etapa foi mais aberta, com chances para ambos os times. O Santos teve uma oportunidade com Silvera e o Cuiabá com Derik, após uma falha grave de Júnior Caiçara. O time de Marcelo Fernandes melhorou no final do jogo, mas não conseguiu marcar o gol.

Com o empate, o Santos perdeu a chance de se distanciar da zona de rebaixamento e permanece na 14ª posição, com 38 pontos. O Cuiabá está em 12º, com 41 pontos.

Na próxima partida, o Santos enfrentará o Goiás na quinta-feira, no estádio Serrinha, às 19h. Já o Cuiabá jogará contra o Bahia, no mesmo dia e horário, na Arena Fonte Nova.

No geral, o Santos pecou na estratégia de jogo. No primeiro tempo, a equipe teve um desempenho muito ruim, sendo dominada pelo Cuiabá, que jogou de forma inteligente na Vila Belmiro. O Santos teve dificuldade na saída de bola e encontrou problemas no meio-campo e na marcação. A falta de dinamismo fez com que a bola mal chegasse ao ataque, deixando Marcos Leonardo isolado.

O destaque no jogo foi Joaquim, que teve ótimas atuações no mano a mano, afastando o perigo para o Cuiabá. Por outro lado, Messias e João Lucas tiveram atuações inseguras, com erros básicos como domínio de bola e cruzamentos.

Um fato curioso foi a atitude de Deyverson, que agiu de forma provocativa durante a partida, aplaudindo seu ex-companheiro de Cuiabá, Joaquim, e beijando a câmera de transmissão. Essas ações serviram como provocação aos torcedores santistas.

Embora o Santos tenha melhorado na segunda etapa, com as mudanças feitas por Marcelo Fernandes, como a entrada de Nonato e Silvera, a equipe ainda encontrou dificuldades em se encaixar e criar boas oportunidades de gol. Soteldo e Rincón até tiveram chances, mas não conseguiram converter em gol. A primeira chance clara do Santos veio com um cruzamento de Silvera para a área, mas ninguém conseguiu finalizar. O Cuiabá também teve uma boa chance, com Pitta cabeceando perigosamente.

No geral, o jogo foi marcado por um bom desempenho defensivo das duas equipes, o que resultou no empate sem gols. O Santos terá que melhorar seu desempenho nas próximas partidas para se afastar da zona de rebaixamento e garantir sua permanência na série A do Campeonato Brasileiro.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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