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Red Bull Bragantino vence o Coritiba por 1 a 0

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O Red Bull Bragantino somou mais três pontos no Campeonato Brasileiro. Na noite deste domingo (3), no Nabizão, o Massa Bruta venceu o Coritiba por 1 a 0 pela 37ª rodada. Léo Ortiz marcou o gol da 17ª vitória bragantina na competição.

Com este resultado, o Braga chegou aos 62 pontos na sexta posição.

O último compromisso do Massa Bruta no Brasileirão será diante do Vasco da Gama na quarta-feira (06). O duelo será realizado em São Januário, às 21h30.

O jogo

A primeira finalização do Massa Bruta surgiu logo aos 4 minutos. Após cobrança de escanteio de Helinho, Lucas Evangelista aproveitou o corte parcial da zaga do Coritiba e bateu de primeira na grande área, obrigando o goleiro Pedro Morisco a espalmar a batida rasteira.

Aos 13 minutos, em nova cobrança de escanteio de Helinho, Luan Cândido finalizou sozinho de cabeça, porém Pedro Morisco encaixou sem dificuldades. Aos 21, Henry Mosquera recebeu de Matheus Fernandes na esquerda e bateu rasteiro, porém a bola bateu na rede pelo lado de fora.

A equipe bragantina teve uma grande sequência ofensiva aos 28 minutos. A primeira finalização foi com Helinho, de fora da área, mas Pedro Morisco conseguiu desviar o chute. A bola ainda bateu na trave antes de ir para escanteio. Após cobrança curta, Henry bateu de fora da área e viu o goleiro rival espalmar mais uma vez. Juninho Capixaba aproveitou o rebote e chutou forte, mas Pedro salvou os visitantes mais uma vez.

O Braga voltou a assustar o time paranaense aos 14 minutos do segundo tempo. Depois de receber no Sasha, Vitinho arriscou de frente para a grande área e viu a finalização tirar tinta da trave direita.

Aos 23 minutos, Helinho recebeu de Léo Ortiz na direita, cortou para dentro e bateu de fora da área. A finalização passou perto da trave oposta e saiu pela linha de fundo.

De tanto insistir, o Massa Bruta abriu o placar aos 29 minutos. Após cruzamento de Vitinho pela esquerda, Eduardo Sasha fechou na segunda trave e escorou para Léo Ortiz empurrar de cabeça na pequena área.

Aos 38 minutos, Andrés Hurtado recebeu de Matheus Gonçalves e soltou um forte chute, mas Pedro Morisco espalmou para escanteio. Três minutos depois, o goleiro rival fez mais uma grande defesa em um chute de Vitinho de fora da área.

FICHA TÉCNICA 

Red Bull Bragantino 1 x 0 Coritiba
Local: Nabizão;
Público: 3.509;
Renda: R$ 98.045,00;
Árbitro: Dyorgines José Padovani de Andrade-ES;
Assistentes: Guilherme Dias Camilo-MG (FIFA) e Fabiano da Silva Ramires-ES;
Cartões amarelos: Helinho, Matheus Fernandes, Juninho Capixaba e Matheus Gonçalves (Red Bull Bragantino);
Gol: Léo Ortiz, aos 29min do 2ºT (Red Bull Bragantino);

Red Bull Bragantino: Cleiton; Andrés Hurtado, Léo Ortiz, Luan Cândido e Juninho Capixaba (Léo Realpe); Matheus Fernandes (Jadsom), Lucas Evangelista e Bruninho (Sasha); Helinho (Matheus Gonçalves), Thiago Borbas e Henry Mosquera (Vitinho). Técnico: Pedro Caixinha.

Coritiba: Pedro Morisco; Natanael, Thalisson Gabriel, Kuscevic e Diogo Batista (Reynaldo); Willian Farias (Andrey), Matheus Bianqui (Gabriel Silva) e Sebastián Gómez; Marcelino Moreno, Robson (Lucas Ronier) e Kaio César (Edu). Técnico: Guto Ferreira.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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