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Red Bull Bragantino vence Novorizontino e assume liderança do Grupo C do Paulistão

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Em uma partida marcada pela estratégia e pela preservação de titulares, o Palmeiras conseguiu uma vitória importante contra o Red Bull Bragantino por 1 a 0, nesta quarta-feira (31.01), em confronto válido pela quarta rodada do Campeonato Paulista. O duelo, que ocorreu no Estádio Nabi Abi Chedid, destacou-se não apenas pelo resultado, mas também pela performance dos jogadores reservas do Verdão, que asseguraram a liderança do Grupo B com dez pontos.

O único gol da partida foi anotado pelo argentino Flaco López, que, aos 43 minutos do segundo tempo, conseguiu converter uma das poucas oportunidades claras de gol, garantindo assim a vitória alviverde. O triunfo mantém o Palmeiras na liderança de seu grupo, enquanto o Bragantino, apesar da derrota, segue na ponta do Grupo C.

Um jogo de poucas chances, mas muita estratégia

O jogo começou equilibrado, com o Palmeiras criando a primeira grande chance aos sete minutos, por meio de uma jogada envolvendo Jhon Jhon e Breno Lopes, que foi parada pela defensiva de Cleiton. O Bragantino tentou responder, porém encontrou dificuldades para superar a defesa palmeirense, bem postada e atenta às investidas do time da casa.

A partida seguiu com poucas oportunidades claras de gol para ambos os lados, com o Palmeiras buscando controlar o ritmo do jogo e o Bragantino esforçando-se para encontrar brechas na defesa adversária. O momento de maior emoção veio já nos minutos finais, quando Flaco López aproveitou um cruzamento de Garcia para cabecear para o fundo das redes, deixando o Palmeiras em vantagem.

Olhos voltados para a Supercopa

Com o Campeonato Paulista temporariamente deixado para trás, o foco do Palmeiras agora se volta para a Supercopa do Brasil, onde enfrentará o São Paulo em um confronto decisivo no Mineirão. A partida promete ser um dos pontos altos da temporada, colocando frente a frente duas das maiores equipes do futebol brasileiro.

O Bragantino, por sua vez, terá que se recuperar rapidamente da derrota, pois tem pela frente um compromisso contra o Santo André, buscando retomar o caminho das vitórias e manter sua posição de destaque no Grupo C do Paulistão.

A vitória do Palmeiras sobre o Red Bull Bragantino demonstrou a profundidade e a qualidade do elenco alviverde, que conseguiu garantir um resultado positivo mesmo com uma equipe majoritariamente reserva. Enquanto o Verdão celebra a conquista e se prepara para o desafio da Supercopa, o Bragantino terá que se reagrupar para continuar sua jornada no Campeonato Paulista com o objetivo de alcançar posições ainda mais altas na tabela.





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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