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RB Bragantino avança na Copa do Brasil com vitória dramática sobre Sousa-PB

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Em um confronto eletrizante no Estádio Antônio Mariz, o RB Bragantino garantiu sua vaga na segunda fase da Copa do Brasil ao superar o Sousa-PB nos pênaltis, após um empate por 1 a 1 no tempo regulamentar. A partida, realizada nesta quinta-feira (27.02), teve momentos de tensão e emoção até os minutos finais.

O Jogo

O Sousa-PB abriu o placar aos 7 minutos do segundo tempo. Após cobrança de escanteio, Fernando enviou a bola para a área, onde Ian se destacou com um cabeceio firme, que entrou à esquerda do goleiro Cleiton, surpreendendo a defesa do Bragantino.

Em uma virada de sorte nos acréscimos do segundo tempo, o RB Bragantino conseguiu igualar o marcador. Aos 54 minutos, um escanteio a favor dos paulistas permitiu que todos os jogadores, incluindo o goleiro Cleiton, se posicionassem na área adversária. Durante a confusão após a cobrança, Patrik Dias, do Sousa-PB, acabou marcando contra, empatando o jogo e levando a decisão para os pênaltis.

Desfecho nos pênaltis

Nas penalidades, o RB Bragantino foi impecável. Thiago Borba, Jhon Jhon, Fernando, Vinicinho e Cleiton converteram suas cobranças com precisão. Do lado do Sousa-PB, Diego Ceará, Wellington Nunes, Patrik Dias e Iranílson marcaram, mas a equipe foi prejudicada pela cobrança perdida de Luan, que decretou a eliminação do time da casa.

Próximos passos

Com a vitória, o RB Bragantino se prepara para enfrentar o São José-RS na próxima fase da Copa do Brasil. A equipe gaúcha garantiu sua classificação ao vencer o Oratório-AP por 3 a 1. As datas e horários dos confrontos ainda não foram divulgados pela CBF.

Além disso, o RB Bragantino volta aos gramados no próximo domingo (2) pelas quartas de final do Campeonato Paulista, onde enfrentará o Santos na Vila Belmiro, com início marcado para as 20h45 (horário de Brasília).

Por sua vez, o Sousa-PB, que já havia eliminado o Cruzeiro na edição anterior da competição, agora se concentra no jogo contra o Moto Club, fora de casa, pela Copa do Nordeste, agendado para quarta-feira (5) às 19h.

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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