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Raí confirma conversa com Vagner Mancini e escolha do grupo por Fernando Diniz
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Da Redação
O diretor de futebol do São Paulo, Raí, disse neste sábado que a saída de Vagner Mancini do clube se deu por um “mal entendido”. Após empate sem gols contra o Flamengo no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, o cartola e ídolo do time tricolor confirmou que conversou com o então coordenador técnico para que ele assumisse o time de forma interina após o pedido de demissão de Cuca. No entanto, uma consulta ao elenco fez o nome de Fernando Diniz ser escolhido de forma efetiva.
“Logo que soubemos da notícia do Cuca já chamamos o Mancini porque precisávamos de um nome para o Flamengo. Queríamos saber se ele queria. Na nossa conversa deixamos a possibilidade de ele continuar, mas não conversamos quanto tempo e quais as condições, deixamos para depois. Depois, quando ele soube que conversamos com os jogadores, acho que ficou magoado, ferido, já não querendo mais a conversa. Isso foi o que aconteceu”, explicou Raí.
Em um áudio que circula nas redes sociais, Vagner Mancini afirma que conversou com a diretoria do clube e chegou a assumir o comando técnico, mas horas depois o acordo foi desfeito, atendendo a um pedido de Daniel Alves. “Sabe por que eu saí? Eu fui efetivado no cargo, aí quatro horas depois disso o Daniel Alves foi lá e pediu o Fernando Diniz. Eles me chamaram e falaram que estavam em dúvida. Eu falei: ‘Olha, se vocês estão em dúvida então vão atrás do Diniz porque eu estou indo embora’. Foi isso”, disse na gravação.
O multicampeão Daniel Alves negou que seja mentor da decisão de barrar o nome de Vagner Mancini e pedir a chegada de Fernando Diniz. “Não mentor. Minhas mentorias são mais caras, não são tão baratas assim. Mas estão falando muito desinformado das coisas. Nós, como capitães e jogadores mais experientes, quando somos questionados pelo clube damos nossa opinião. Mas evidente que as decisões são tomadas pelo clube. Tentamos sempre pensar no São Paulo, em alguém que implemente algo diferente do que estamos acostumados. Estamos muitos felizes pela vinda dele para o comando”, afirmou.
O experiente jogador evitou polemizar sobre o áudio vazado e disse que em momentos assim é importante “respirar antes de fazer declarações”. “Aqui a gente preza sempre pelo bem do São Paulo. Se eu tiver que ficar com alguma coisa do Mancini fico com o grande cara que conheci. Às vezes quando você está em um momento de decepção, ‘caliente’, você tem que respirar antes de fazer declarações, que não vem ao caso”, completou.
Fonte: Estadão Conteúdo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,rai-confirma-conversa-com-vagner-mancini-e-escolha-do-grupo-por-fernando-diniz,70003029530
Foto: Divulgação/São Paulo
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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