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Por insultos à arbitragem, Neymar é suspenso por três jogos da Liga dos Campeões

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Atacante terá de cumprir a pena na próxima edição do torneio por críticas escritas nas redes sociais

 

Da Redação

Os insultos à arbitragem da partida na qual o Manchester United venceu o Paris Saint-Germain por 3 a 1, em Paris, e avançou às quartas de final da Liga dos Campeões da Europa causaram uma punição pesada ao brasileiro Neymar. Nesta sexta-feira, a Comissão Disciplinar da Uefa suspendeu o atacante do PSG por três partidas da competição continental.

Após a derrota para os ingleses, Neymar, que não jogou por estar lesionado, foi ao Instagram criticar os árbitros, principalmente o VAR (árbitro de vídeo). “Isso é uma vergonha! Ainda colocam quatro caras que não entendem de futebol pra ficar olhando lance em câmera lenta. Isso não existe! Como o cara vai colocar a mão de costas? Ah vá pá [sic] pqp”, escreveu na ocasião.

A reclamação de Neymar foi no pênalti assinalado contra o Paris Saint-Germain por um toque de mão Kimpembe na área. Após o VAR rever o lance, a penalidade foi confirmada. O clube francês, que havia vencido o primeiro jogo em Manchester por 2 a 0, acabou eliminado ao perder em casa por 3 a 1, ainda nas oitavas de final.

Com a suspensão, o brasileiro vai perder os três primeiros jogos da fase de grupos da próxima edição da Liga dos Campeões. O Paris Saint-Germain já está garantido na competição por ter conquistado o título do Campeonato Francês desta temporada.

Recuperado da lesão no quinto metatarso do pé direito, sofrida em janeiro em um jogo da Copa da França contra o Strasbourg, Neymar voltou aos campos no último domingo, quando o Paris Saint-Germain derrotou o Monaco, em Paris, e se tornou campeão francês com antecipação. Ele voltará a ser titular neste domingo contra o Rennes, no Stade de France, na final da mesma Copa da França.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,por-insultos-a-arbitragem-neymar-e-suspenso-por-tres-jogos-da-liga-dos-campeoes,70002805562

Foto: Charles Platiau/Reuters

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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