"Evolução"
Parceria garante treinamento específico para atletas do Cuiabá Arsenal
Treinamento de Crossfit consegue nos dar um equilíbrio de força e potência que precisamos no esporte.
Esporte
Força, velocidade e técnica são essenciais para um atleta de futebol americano desempenhar suas atividades com excelência dentro de campo. Pensando nisso, o Cuiabá Arsenal acaba de fechar parceria com a Crossfit Pantanal com foco em manter ou recuperar o condicionamento físico de jogadores quando os jogos retornarem. Os treinos serão específicos e em grupo, respeitando, ainda, as regras de biossegurança.
O capitão de defesa e do time cuiabano, Igor Mota, reforçou a necessidade da preparação física dos atletas durante o período sem jogos. “Queremos que os atletas voltem a fazer alguma atividade física, e este espaço atenderá muito bem nossas necessidades”, disse o jogador, que também é educador físico e é quem irá preparar os treinos.
Os jogadores irão realizar treinos em grupos e, segundo Igor Mota, “o treinamento de Crossfit consegue nos dar um equilíbrio de força e potência que precisamos no esporte. Em seguida, os treinos voltarão a ser focados no futebol americano, como um preparativo para que eles possam voltar aos treinos em campo”.
Com a vinda da pandemia e, consequentemente, da proibição para a realização de jogos e de circulação, vários atletas não tiveram alternativas para continuar o condicionamento. É o caso do jogador de defesa Lucas Henrique Dariva, que está desde o início da pandemia sem praticar atividades físicas. “Não consegui voltar aos treinos desde que foi decretado o primeiro lockdown. Depois de um ano e meio, fico feliz de saber que vamos voltar aos treinos em equipe e esperançoso para reencontrar os parceiros de time, voltar a fazer aquilo que gosto e espero a quase dois anos”.
Com o andamento da vacinação no estado, que já atinge quase 35% da população com as duas doses ou dose única da vacinação contra Covid-19, Igor Mota espera que os atletas se estimulem a voltar ou a continuar se preparando, e comecem a traçar objetivos, tanto pessoais como coletivo. “O objetivo do time sempre foi representar o Arsenal da melhor maneira possível, e quando voltarmos a disputar os campeonatos, possamos sempre brigar por títulos”.
Foto: Assessoria/Divulgação.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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