Esporte
Palmeiras vence o Sport e avança para terceira fase da Copinha
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O time Sub-20 do Verdão derrotou o Sport por 3 a 1, de virada, neste sábado (13), na Arena Barueri, pela segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Os gols das Crias da Academia foram marcados por Thalys, Luighi e Allan.
O adversário do Palmeiras na terceira fase da Copinha será o Aster Itaquá-SP, que eliminou o Oeste neste sábado. O confronto será realizado na segunda-feira (15), na Arena Barueri, em horário ainda não determinado pela FPF.
O Verdão manteve os 100% de aproveitamento no torneio, chegando à quarta vitória. O time tem 18 gols marcados e dois sofridos – o artilheiro é Estêvão, com quatro tentos. O Palestra também ampliou o recorde de mais triunfos consecutivos na história da Copinha (19).
O Palmeiras pode pode se tornar o primeiro time a conquistar a Copinha três vezes seguidas. Em 2022, o Alviverde foi campeão ao golear o Santos por 4 a 0 na final, no Allianz Parque. No ano passado, as Crias da Academia faturaram a taça ao baterem o América-MG por 2 a 1 na decisão, no Canindé.

O jogo
Na primeira chance do Verdão, Thalys dominou na entrada da área, ajeitou e finalizou rasteiro à esquerda do gol. Na sequência, Estêvão cobrou falta para a área, Vitor Reis escorou de cabeça e Léo testou para fora. Aos 25, o Sport abriu o placar com Marcelo Henrique. 11 minutos depois, Estêvão cobrou escanteio pela direita, Thalys desviou na primeira trave e empatou o jogo.
No segundo tempo, Estêvão cobrou falta fechada pela direita e exigiu defesa do goleiro. Aos 22 minutos, Estêvão balançou na frente da marcação e cruzou com perfeição para Luighi, que desviou de primeira para fazer o segundo do Verdão. Em finalização de fora da área, Kauan Santos mandou à direita da meta. Aos 45, Allan ficou com a bola na entrada da área e chutou rasteiro para dar números finais ao jogo.
Palmeiras Sub-20: Aranha; Gilberto (Edney), Vitor Reis, Pedro Felipe e Ian; Léo (Allan), Patrick e Kauan Santos (Riquelme Fillipi); Estêvão, Thalys (Juninho) e Luighi (Rafael Coutinho). Técnico: Lucas Andrade.
Veja todos os jogos do Palmeiras na Copinha:
Primeira fase
04/01: Palmeiras 7 x 0 Queimadense-PB – Arena Barueri
Gols: Estêvão (duas vezes), Allan, Talisca, Gilberto, Riquelme Fillipi e Vitor André
07/01: União ABC-MS 0 x 4 Palmeiras – Arena Barueri
Gols: Thalys, Kauan Santos, Estêvão e Riquelme Fillipi
10/01: Oeste-SP 1 x 4 Palmeiras – Arena Barueri
Gols: Thalys, Estêvão, Gabriel Vareta e Luighi
Segunda fase
13/01: Palmeiras 3 x 1 Sport – Arena Barueri
Gols: Thalys, Luighi e Allan
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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